Relato de viagem: Aventura Amazônica

Jungle! Essa palavrinha resume a minha Semana Santa no Amazonas.

21/04  – Cheguei em Manaus pela manhã, e minha amiga Janny e o irmão dela foram me buscar no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes.  Logo de cara, fomos até a Praia da Ponta Negra, mas muitas coisas por lá estão em reforma. Passando direto, fomos deixar minha mala e depois seguimos para o Cigs, zoológico que fica na área militar de Manaus. Depois do almoço, seguimos para o INPA – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, onde pudemos ver de perto ariranhas, peixe-bois, cotias, miquinhos soltos no instituto e a maior folha já catalogada da Amazônia. Saindo de lá, fomos até o centro de Manaus. Lá estão localizados o Teatro Amazonas, a Igreja de São Sebastião, a Catedral de Nossa Senhora da Conceição, o Porto de Manaus

Como eu já estava bastante cansada, pois meu voo saiu as 6h da manhã de Fortaleza, a Janny ficou até altas horas trabalhando e passamos o dia batendo perna, a noite não tivemos pique para sair, mas aproveitamos o tempo para planejar os próximos dois dias.

22/04 – Resolvemos ir a Presidente Figueiredo na 6a feira e fazer um passeio de dia todo no sábado. Aliás, “resolvemos” não foi bem a palavra certa, pois como Novo Airão estava fora de cogitação (pois todos a quem perguntávamos nos falavam que era muito cansativo e arriscado ir e voltar de NA e fazer o passeio do boto num dia só), fomos atrás de pacotes em outras localidades que incluíssem a alimentação e nadar com os botos. Depois de muito procurar, conseguimos vaga em uma excursão no sábado da agência Sérgio Viagens e Turismo e tivemos que organizar tudo para conhecer Presidente Figueiredo na 6a feira.

Acontece que resolveu chover em Manaus na 6a feira e acordamos tarde devido ao cansaço pelo dia anterior. Acabou que ficamos na dúvida se iríamos ou não nos arriscar a ir a P. Figueiredo saindo de Manaus ás 12h e se daria tempo de fazer lá tudo o que pretendíamos. Procurando nos sites de viajantes mochileiros, encontrei o contato de um guia que trabalha lá, Eduardo, que nos falou que em PF não estava chovendo, que dava sim para fazer todos os passeios numa tarde e que se quisesse nos cobraria R$ 50,00 pelo passeio mais arriscado e que demandava a presença de um guia. Assim, depois dessas infos, conseguimos emprestado o carro do irmão da Janny e partimos pra lá. Como durante todo o percurso estava chovendo, nos mantivemos em velocidade média, chegando em PF às 13h40min. 

Presidente Figueiredo é uma cidade pequena, nova (tem apenas 28 anos) e muito bonita e organizada. Chegando lá, fomos direto procurar pela famosa estátua do índio, que representa a etnia Waimiri-Atroari que ali vivia e que foram dizimados. Ligamos para o guia Eduardo (92-91904871 // eduardo_benezar@hotmail.com), para que ele fosse nos encontrar nas corredeiras do Parque do Urubuí. Quando ele chegou, seguimos para a trilha que nos levaria à Caverna do Maruaga e à Gruta da Judéia. É um passeio fascinante por dentro da floresta amazônica, chegando a cachoeiras e grutas belíssimas. Paisagem deslumbrante! (Nota mental: levar tênis na próxima viagem à Manaus, pois trilha de sandália havaianas não é muito recomendável). Terminamos a trilha quase 17h, e de lá fomos descer as corredeiras do Parque. O Alemão (responsável pelos passeios nas corredeiras) estava nos aguardando. Colocamos colete e capacete e fomos corredeira abaixo. Eu não parava de rir de tão nervosa que estava, pois já tinha visto outros grupos virarem com as bóias enquanto desciam um dos trechos do trajeto. Grazadeus não aconteceu nada e foi ótima a descida. Como não havíamos almoçado, fomos comer tapioca em um dos restaurantes do parque e fomos embora. Chegamos de volta à Manaus às 20h. 

Mais uma vez cansadas, não saímos a noite novamente. Aproveitamos para dormir cedo, pois o passeio do dia seguinte seria bastante cansativo.

23/04 – O passeio nos rios Negro e Solimões estava marcado para sair às 7h30 do hotel Taj Mahal. Acontece que, devido ao cansaço sem fim que nos abateu, acabamos perdendo a hora e corremos para o hotel sem tomar café da manhã. Nossa sorte foi que no porto de onde saiu a voadeira havia uma barraquinha servindo café da manhã. Assim, a excursão começou às 8h pelo Rio Negro, rumando em direção à comunidade indígena Dessana Tukana Tuyuka. Eles apresentaram um pouco da cultura deles por meio de quatro danças rituais. Na última delas, fomos convidadas a dançar com os índios.



Saímos da comunidade em direção aos botos. Nadamos e tocamos em Fred e cia (os botos) por 20 minutos, que ficam na localidade de Acajatuba. Voltando pelo rio em direção a Manaus, passamos próximo ao conhecido hotel de selva Ariaú Amazon Towers, com diárias que não cabem no meu bolso. Chegamos ao restaurante flutuante Rainha da Selva. Após o almoço, fomos ver as famosas vitórias-régias amazônicas. De lá, seguimos para a visitação de animais silvestres na casa de alguns ribeirinhos. Eles criam esses animais, que são resgatados / pescados durante suas atividades diárias e os soltam na natureza depois que eles crescem ao ponto de não caberem mais na casa deles. Lá ainda havia uma Sucuri e uma Preguiça. Como tenho pânico de cobra, não cheguei perto da sucuri, em compensação me apaixonei pela preguicinha filhote.

Após essa visitação, fomos ver a maior árvore da Amazônia, a Samaúma, que chega a medir 60 metros de altura. Depois, seguimos para a pesca de piranhas (ninguém do grupo pescou nada!). Para não correr o risco de perdermos a visibilidade necessária para observarmos o encontro das águas dos rios Negro e Solimões, saímos da pescaria mesmo sem nenhum peixe na mão.

Descemos o Rio Negro até chegarmos ao tão falado Encontro das Águas. O Rio Negro é um rio escuro, ácido, quente, de água límpida, que tem como vantagem (para mim, principalmente) a ausência de qualquer tipo de inseto / mosquito. O Rio Solimões é mais claro, neutro, frio, de água turva e propícia para a vida aquática e para as muriçocas (pernilongos) que me atacaram.

Chegamos de volta a Manaus às 18h. Como era minha última noite na cidade, fomos para o Largo São Sebastião, ao lado do Teatro Amazonas para tentar curtir um pouco da vida noturna, mas os bares e restaurantes do entorno fecham por volta das 23h e como chegamos lá exatamente nesse horário, só conseguimos, depois de muita luta, tomar uma long neck. Sentamos em um dos banquinhos do largo e ficamos conversando até pouco mais de meia noite. 

24/04 – De volta à casa do irmão da Janny, tratamos de ir dormir, pois meu voo para casa estava marcado para as 4h30. Acordamos no susto às 3h17 e corremos para o aeroporto. Grazadeus (mais uma vez) consegui fazer o check in a tempo e cheguei em casa as 10h da manhã. 

Quer ver as fotos? Clica aqui!

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2 comentários

  1. >Foi tudo na base da filosofia de vida do meu irmão, NHS…rsTem registros únicos que meus olhos pegaram e que o foco das lentes fotográficas não foram capazes de eternizar por meio de imagens, é uma viagem que vale a pena. Inesquecível mesmo.

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