City tour e Vinhos em Santiago/Chile

16/04/2013

Começando a série de postagens sobre a minha viagem para o Chile, onde fique uma semana, conto um pouquinho sobre a chegada em Santiago e o que fiz no meu primeiro dia na capital chilena.

As primeiras impressões da viagem não foram boas. O voo da TAM de Fortaleza para Guarulhos atrasou um pouco e durante a espera, já dentro do avião, me trocaram de poltrona para dar lugar a uma mãe com uma filha de colo (o assento do lado do meu estava desocupado). No voo foi servido um lanche bem meiaboca (um bolinho de baunilha com gosto bem artificial, 2 bolachas cream cracker e 1 polenguinho sabor cheddar). Lembro do tempo em que a TAM era melhor e servia uns sanduiches sucesso. Anyway… O melhor foi aproveitar a vista do céu e tirar um monte de fotos.

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De Guarulhos para Santiago, ainda pela TAM, a coisa melhorou um pouco, apesar de também ter tido atraso na saída. No jantar nos serviram massa e tomei vinho tinto.

Cheguei em Santiago as 2h da manhã. Procurei a empresa Transvip, que contratei desde o Brasil para fazer meu traslado até o hostel. Sai bem mais em conta do que pegar taxi ou fechar transfer de hotel ou de agência de turismo. Paguei CLP 5.500,00 (o equivalente a R$ 27,50), enquanto os outros me ofereciam o mesmo serviço a CLP 20.000,00 (R$ 100,00), para ir de van até o centro de Santiago.

As 2h40 cheguei ao albergue Che Lagarto. Primeira decepção: os armários dos quartos são muito pequenos; minha mala não coube nos que estavam disponíveis. No meu quarto só haviam 2 armários um pouco maior, mas já estavam ocupados. Tive que deixar minha mala ao lado da cama. Quando acordei, outra decepção. O quarto na verdade eram dois (a mesma entrada dava acesso a 2 quartos, um com 6 camas e um com 4 camas), só havia um banheiro com uma pia e uma ducha. Pela manhã, na hora da banho, foi um problema, pois tínhamos que esperar muito tempo até chegar nossa vez pro banho e algumas pessoas ainda furavam a “fila” que se organizava. O café da manhã também não foi dos melhores, mas dava pra tirar algumas coisas boas do que era servido.

Durante o café, o guia Manolo (da empresa Chile de A a P) chegou para me buscar pro city tour. Tive que engolir o cereal e levar a fatia de bolo enrolado em papel para ir comendo no caminho.  Subi pra pegar minha bolsa e rumei para conhecer Santiago junto com um casal de idosos superanimado e viajado.

O primeiro ponto foi o Palacio Cousino, que já foi a casa de uma das famílias mais ricas de Santiago, dona de minas de carvão e prata e de uma vinícola. Hoje em dia o palácio virou museu e os seus jardins são palcos de casamentos, festas de debutantes e eventos sociais.

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De lá, fomos até o Palacio de La Moneda, sede do governo do Chile. Por questão de minutos perdemos a troca da guarda, que acontece dia sim, dia não pela manhã.

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Seguimos um pouco mais e vimos:

a Câmara de Deputados, 

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a Catedral Metropolitana,

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o Correio Central

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e o Museu Histórico Nacional, que ficam muito próximos um do outro, tudo no centro da cidade. Quem quiser fazer esse passeio a pé dá pra ir tranquilo, pois tudo é realmente muito perto.

Saímos do centro e partimos em direção à Providencia, uma província tão grudada à Santiago que até parece um bairro da capital chilena. No caminho vimos o Mercado Central e fomos apreciando a visão da Cordilheira dos Andes, que está ali, ao alcance dos nossos olhos.

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Em Providencia, passamos em frente à Faculdade de Belas Artes, ao Museu da Moda e ao Patio Bellavista (um lugar cheio de barzinhos, lojinhas e restaurantes que bomba à noite). Subimos num morro onde está sendo construído um mega condomínio de mansões para uma vista panorâmica da cidade de Santiago (achei muito parecida com São Paulo, com aquela nuvem de fumaça cobrindo a cidade).

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Na volta, passamos por uma loja que vendia joias feitas com lapis lazuli, pedra muito comum no Chile, mas acabamos não comprando nada. Deixamos o casal no centro de Santiago e fomos almoçar.

Manolo me levou para almoçar num restaurante ao lado do Mercado Central chamado El Galeón, típico para turista (pequeno, preço médio e com ar condicionado). Pedi um salmão na chapa com verduras, arroz e milho e paguei em torno de CLP 8.000,00 (R$ 40,00). O almoço valeu o preço que paguei, pois o salmão estava muito gostoso. Lá eles oferecem para experimentar o Pisco Sauer, bebida típica peruana, mas também comum no Chile (achei o sabor muito parecido com o da nossa caipirinha). Depois de almoçar, fui dar uma volta pelo mercado e procurar umas lembrancinhas, mas achei as coisas muito caras (para se ter uma ideia, um chaveiro pequeno, em formato de llama, custa CLP 7.000,00 ou R$ 35,00!!!!).

À tarde fui para a Vinícola Undurraga com o guia Manolo, que me cobrou CLP 20.000,00 (R$ 100,00) por cada passeio que fiz com ele. Na Undurraga você ainda tem que pagar CLP 8.000,00 (R$ 40,00) para entrar, mas o passeio vale a pena. O guia que nos acompanhou era super divertido, piadista e tinha 29 anos de empresa, então saiba contar cada detalhe sobre a produção de vinhos. O passeio dura em torno de 2h e, no final, ainda tem a degustação de 4 vinhos da casa, sendo 2 tintos e 2 brancos. Como lembrança, ganhamos a taça que usamos na degustação.

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Os preços dos pacotes + entradas na Concha y Toro (maior vinícola do Chile) e da Undurraga são os mesmos. Optei por conhecer a Undurraga (ao invés da CyT) por alguns motivos. Primeiro, porque eu já estava na rua e queria aproveitar para fazer logo esses passeios com guia (que são bem mais caros do que se eu fosse fazer por conta própria). Também já havia lido em outros blogs de viagem que na Concha y Toro o tour é mais curto (já que não mostra tanto quanto na Undurraga), que havia um jardim muito bonito na Undurraga (que valia a pena ser visto – e é verdade!), que a degustação na CyT é de apenas 2 vinhos da casa e que a taça que ganhamos da Undurraga era mais bonita do que a da CyT.

Cheguei ao albergue por volta das 19h e fui descansar um pouco. Sai para comprar algo para comer e parei num supermercado na rua de trás do albergue. Comprei uma pizza e levei pra fazer no Che Lagarto, que disponibiliza uma cozinha completa para os hóspedes que querem preparar suas refeições por lá.

______________________

Resumo do primeiro dia:
– City Tour (CLP 20.000)
– Almoço (CLP 8.000)
– Vinícola Undurraga (CLP 28.000)
– Compras no supermercado (CLP 2.400)

Constatação do dia: O Chile, em comparação a outros países, é muito caro!!!

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3 comentários

  1. O Chile tem preços parecidos com o Brasil né!? Vale a pena comprar todos os pesos aqui ou melhor comprar dolar e trocar por pesos lá!? Obrigado pela ajuda!!!

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    • Oi Hebert. Vou te relatar minha experiência. Aqui em Fortaleza o Peso Chileno estava R$ 0,005 (isso mesmo, meio centavo de real), então achei melhor já sair com o dinheiro daqui. Mas lá em Santiago tem muitas casas de câmbio no centro da cidade (onde fiquei), e as meninas que viajavam comigo estavam sempre trocando dinheiro lá.

      A compra dos pesos chilenos vai depender do quanto está a cotação na sua cidade. Na dúvida, faça como fiz na Argentina, levei uma parte daqui e levei real para comprar lá, além do cartão de saque do banco, para o caso de precisar de mais dinheiro.

      Mas é importante lembrar: apesar de para comprar o dinheiro ser muito barato, tudo lá é muito caro, então vá preparado.

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