2º dia em Santiago

17/04/2013

O segundo dia em Santiago foi o mais calmo de todos os dias no Chile. Depois de passar uma noite muito mal dormida com medo de morrer esquartejada num quarto de albergue em Santiago (conto essa história no final desse post), acordei cedo e fui tomar café e conheci a Fernanda e a Gabriela, duas amigas do Espírito Santo, que também não sabiam o que fazer na 4a feira em Santiago. Contei a elas que a minha ideia era ir para o Valle Nevado (mesmo não tendo neve nessa época do ano). Elas toparam e me chamaram para ir à Pucón com elas. Eu nunca tinha ouvido falar dessa cidade, mas elas estavam super empolgadas e resolvi ir também, mas disse a elas que eu precisava ir ao outro hostel que reservei para o fim da viagem para adiar a minha entrada lá, já que iria para Pucón com elas. Aproveitei um tempinho antes de sairmos para tirar fotos da área comum do hostel aonde é servido o café da manhã e onde há um salão de jogos com sinuca e mesa de ping-pong, além dos 3 computadores de uso liberado para os hóspedes.

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Antes de irmos, fui comprar uma bolsa menor para levar apenas o necessário para Pucón, já que viajar de ônibus com uma mala média de rodinhas não ia facilitar o deslocamento. Quase ao lado do Che Lagarto tem uma loja de departamentos chamada Paris, que me lembrou o “El Corte Inglés” da Espanha. Voltei para o hostel e fiz o checkout, pois senão teria que pagar outra diária.

loja-paris
Crédito: site Roteiro Útil

Juntaram-se a nós outros dois brasileiros que também estavam no albergue, a Vanessa e o Thiago. Fomos caminhando até o outro hostel, o Bellavista, trajeto que levou quase uma hora. Chegando lá, conseguimos alterar a data da reserva e fui conhecer o ambiente (bem melhor que o Che Lagarto, com menos brasileiros e ar mais internacional).

Pelo horário, vimos que não daria mais para irmos ao Valle Nevado. Resolvemos então “almoçar” no McDonalds no meio do caminho (pois já era quase 15h) e ir comprar as passagens para Pucón. Foi a primeira de muitas viagens de metrô (a rede de metrôs de Santiago é bem grande; dá para fazer muitos passeios por ela).

METRO

Uma das saídas da estação Universidad de Santiago já nos leva para dentro do terminal rodoviário. Compramos nossas passagens pela Turbus, dando em torno de CLP 23.000,00 (R$ 115,00) por pessoa, ida e volta. Marcamos o ônibus das 23h45 para aproveitarmos o resto do dia em Santiago.

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Depois pegamos novamente o metrô e fomos para o Parque O’Higgins, que tem aproximadamente 770mil metros quadrados de extensão e abriga um pequeno lago, playground, quadras de tênis, piscinas, palco para espetáculos, pista de patinação no gelo (no inverno), clube hípico, restaurantes e lojas, além de uma aquário com diversas espécies de peixes e outros animais marinhos e um museu de insetos e conchas. Para se ter uma ideia do tamanho do parque, basta dizer que dentro dele há um parque de diversões (tipo Playcenter) chamado Fantasilandia, considerado o 5º maior da América Latina com 7,5 hectares. Pena que ele só funciona aos sábados, domingos e feriados.

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Ficamos por lá até 19h e voltamos para o albergue. Chegando lá, outros brasileiros que estavam hospedados nos chamaram para o jantar coletivo dos viajantes. Eles haviam comprado vários ingredientes e iriam dividir o valor por todos. Como não queríamos sair novamente, acabamos topando e ficamos por lá.

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Depois do jantar, terminamos de arrumar a bagagem que iríamos levar para Pucón e rumamos novamente para a rodoviária.

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Nosso ônibus saiu pontualmente. Ainda elétricos do dia inteiro na rua, ficamos conversando no começo da viagem, mas logo o cansaço bateu e a expectativa de subir o vulcão Villarrica (que fica em Pucón) foi mais forte, nos rendemos à Morfeu e fomos dormir.

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Resumo do dia:

* Compra na Loja Paris – Bolsa de viagem: CLP 12.000,00 (R$ 60,00)

* Mc Donalds: CLP 3.000,00 (R$ 15,00)

* Passagens para Pucón: CLP 23.000,00 (R$ 115,00)

*  4 Bilhetes de metrô: CLP 650,00 (R$ 3,25) em média por bilhete (em Santiago o metrô tem três tarifas, que varia de acordo com o horário para o qual você vai usar, variando entre CLP 600 e 700).

* Jantar no hostel: CLP 950,00 (R$ 4,75)

____________

Voltando para a história do começo do post, na noite de 3a para 4a, a Fernanda desesperadamente ficou batendo na porta do quarto para que a amiga dela, a Gabriela, abrisse a porta, pois a Fernanda não estava com a cópia dela da chave. Acontece que isso durou uns 30 minutos; ela batendo que nem uma doida na porta chamando pela Gabriela. Como eu não as conhecia ainda, fiquei morrendo de medo de ser alguma louca querendo fazer um estrago. Como a Gabriela não acordou nem por decreto papal argentino, tive eu que ir abrir a porta, senão não conseguiria dormir. Quando abri, ela tentou explicar bem rapidamente o que aconteceu, porém meu medo era tão grande que acabei indo direto para cama tentar voltar a dormir, mas aquela sensação de ser esquartejada no meio da noite mal me deixou pegar no sono outra vez.

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