Pucón, uma cidade à beira do vulcão

18/04/2013

Depois de quase 10h de viagem rumo ao sul do Chile, finalmente chegamos a Pucón, localizada a 780km de Santiago. Ainda na rodoviária, fomos abordados pela Jimena, uma (até então) simpática chilena, que nos oferecia hospedagem no hostal Alicia, que fica a meia quadra da rodoviária. Como não tínhamos fechado lugar para ficar, fomos ver como era. Na verdade, o que ela nos oferecia era um chalé de madeira bem aconchegante que, depois de negociarmos, ficou por CLP 65.000,00 (R$ 325,00) as duas diárias para os quatro. A Jimena também nos ofereceu city tour (por CLP 35.000,00 – R$ 175,00 – para os quatro), já que os pontos turísticos de Pucón ficam bem distantes um do outro e não daria tempo visitarmos tudo num dia só se fossemos por conta própria. Como não tomamos café, mal deixamos as malas na cabana, tomamos banho e “corremos” para o supermercado comprar comida suficiente para a nossa estadia em Pucón, já que no valor da cabana não estava incluso o café da manhã. Feitas as compras, voltamos para a cabana e o Alex, nosso “guia” já estava nos esperando. Pegamos rapidamente algo para comer no caminho e partimos.

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Nossa primeira parada foi numa ponte de onde dava para ver os vulcões que ficam na região de Pucón. Lembro que ele falou que tem uns 5 por lá, alguns já inativos, mas juro que não guardei o nome deles, pois o único que nos interessava era o Villarrica, de aproximadamente 2.850m de altura e ainda ativo (a última erupção dele foi em 2008).

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Continuamos nosso caminho até Los Ojos del Caburgua e Laguna Azul. O lugar parece um sítio, até que pegamos uma das duas trilhas do lugar. A primeira nos leva aos tais olhos e foi lá que percebemos a beleza do lugar. Caburgua é um rio que banha a região e, nesse ponto da cidade, despontam 3 minas de água supercristalina, com direito a uma pequena cachoeira. Uma placa de proibido banhar-se aparecia no meio das árvores, para que turistas entusiasmados não se atrevessem a mergulhar e/ou prejudicar a natureza.

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Tomar o caminho de volta dessa trilha e pegamos a que nos levou para a Laguna Azul. Eu, sinceramente, não esperava muita coisa, já que aqui no Ceará temos a Lagoa Azul em Jericoacoara e que não faz jus ao nome. Quando chegamos à lagoa, a perfeição da natureza ao nosso redor ultrapassa a nossa expectativa.

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Na volta da Laguna Azul, temos uma visão superbonita do vulcão e paramos uns minutinhos para fotos e tentar tampar a boca do bichão.

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Quando estávamos de saída para continuarmos o passeio, o Alex nos informou que deveríamos pagar CLP 2.000,00 (R$ 10,00) cada um pelo acesso as trilhas. Ficamos meio surpresos com a cobrança, pois não nos foi dito sobre essa taxa, mas pagamos de bom grado, já que o visual valia a pena ser visto. Nessa altura do passeio, o Alex já tinha sido apelidado de Papi, já que ele nos chamava o tempo todo de crianças.

Crédito: Fernanda Aldrigues
Alex “Papi” – Crédito da foto: Fernanda Aldrigues

Seguimos em direção ao Lago Caburgua, que fica na província de Cautín, a 23km de Pucón. O lago tem 53m² de área e lá é possível nadar, fazer picnic, fazer passeio de barco. Não preciso dizer que o lugar é lindo.

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O bacana é que lá é bem democrático. Pessoas, argentinos (#piadinha com nossos hermanitos) e animais convivem pacificamente (sem trocadilho com o oceano que banha o Chile) e apreciam a paisagem. Dois cães labradores, de rua, nos seguiram durante todo o tempo em que estivemos no lago. De tão mansos e amorosos, não resistimos a eles, que até apareciam no meio das nossas brincadeiras por lá.

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O passeio ainda não estava nem perto de acabar. O próximo destino eram Los Tres Saltos, localizado num parque que fica na estrada que leva às termas Los Pozones. Um pouco antes de chegar lá, passamos por uma casa onde os animais de estimação eram na menos que um casal de veados.

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O lugar também parece um sítio e lá, a medida que se sobe uma montanha, encontramos toda as quedas de uma cachoeira.

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A subida nessa montanha foi uma prévia do que seria a escalada do vulcão no dia seguinte. Foi aí que comecei a sentir que talvez eu não estivesse em forma física adequada para realizar tal façanha. Além do cansaço, da falta de ar e de termos subido sozinhos a trilha para ver o último salto, a descida, escorregadia para quem não estava com a roupa adequada como nós, foram emoções e escorregões à parte.

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Com o avançar da tarde e o tempo esfriando, continuamos nosso passeio até Los Pozones. A Gabi e a Fê, que levaram biquíni para o Chile, estavam animadas para ir relaxar nas águas termais comuns na região de Pucón. Acontece que, ao chegarmos à entrada de Los Pozones, as meninas desistiram do banho, então entramos apenas para ver como era. Do lugar onde ficamos as fotos não ficaram boas devido à distância (como não pagamos entrada, não podíamos descer até as piscinas térmicas naturais). Ficamos 4 minutos por lá e fomos embora.

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De volta à Pucón, para fechar o city tour, fomos até o Lago Villarrica, que fica no centro da cidade e é considerado a praia deles. A areia não é areis, mas sim pequenas pedrinhas pretas vulcânicas. Não arriscamos tomar banho, pois a água, na beira da praia, estava meio estranha. Vimos um casal deitado sobre as pedras pegando sol por lá.

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Aproveitamos que estávamos nos centro para procurar uma casa de câmbio para o Thiago trocar um dinheiro. Da rua onde paramos, o Villarrica estava lá, lindo e imponente olhando para nós.

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Voltamos para o hostal Alicia para descansar e tomar banho antes de sairmos novamente, pois as 20h tínhamos que estar na Backpackers, agência por onde iriamos subir o vulcão no dia seguinte.

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No horário marcado, fomos até lá. Conversamos com o gerente do lugar e ele nos falou tudo sobre a subida, o que nos esperava, as comidas que deveríamos levar para o vulcão (sanduíches, banana – ou outra fruta -, chocolate, barra de cereais e 2 litros de água), experimentar as roupas e fechar o pacote. Enquanto ele conversava com a gente, um dos guias entrou na sala e ficou observando a conversa (eu nem preciso dizer que, para que eu comentasse sobre ele é porque eu o achei tudo de bom, né!!!). Para cada um de nós, a escalada do Vulcão Villarrica saiu CLP 35.000,00 (R$ 175,00) e inclui toda a roupa apropriada (calça, blusão, botas, tocas), a mochila com os equipamentos (picareta, capacete, luvas, polainas, grilhões…), 2 guias nos acompanhando e o traslado de ida e volta ao vulcão.

Fechamos tudo, porém somente a Gabi experimentou as roupas (como ela era a menor dos 4, a roupa que cabia nela não tinha sido usada nesse mesmo dia e estava lavada e seca; as roupas do nosso tamanho tinham sido utilizadas e ainda estavam secando quando fomos até lá).

Enquanto a Gabi estava no Backpackers, saímos para resolver as pendências para o dia seguinte. Logo na porta de saída da agência, encontramos o Max, um lindo e simpático rough collie que pertence ao dono da agência.

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No caminho, paramos para comer um salgado e depois fomos comprar uma calça legging, pois fomos orientados a usar uma roupa confortável e quente por baixo da roupa de escalada, e depois ao supermercado comprar as comidas para o passeio do dia seguinte. Nos desencontramos da Gabi no caminho de volta e fomos direto para a nossa cabana. Chegando lá, ela já estava nos esperando. Foi nesse momento que percebemos que a simpatia toda da Jimena poderia ser fake, já que quando o Thiago foi pedir emprestada uma caixa de fósforo a ela (porque não sabíamos que ia ser necessário e o fogão não era elétrico), ela fez uma cara de quem super não tinha gostado do nosso pedido, mas depois viu que ele percebeu e novamente fez cara de boazinha (coisa de gente falsa, sabe). Enfim… Colocamos para assar uma pizza que compramos para nosso jantar e preparamos os lanches que tínhamos que levar para a subida do Villarrica.

Fomos dormir relativamente cedo – 23h -, pois os guias ficaram de nos buscar as 6h30 da manhã para a nossa aventura vulcânica. Buenas noches!!!

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Resumo do dia:

* Hostal Alicia: CLP 16.250,00 (R$ 81,25) por pessoa

* City tour: CLP 8.750,00 (R$ 43,75) por pessoa

* Compras no supermercado: manhã – CLP 5.841,00 (R$ 29,20) / noite – CLP 1.000,00 (R$ 5,00) por pessoa, em média.

* Entradas durante os passeios: CLP 4.000,00 (R$ 20,00)

* Calça legging: CLP 7.000,00 (R$ 35,00)

* Salgado: (não lembro o preço)

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