Um dia em Viña del Mar e Valparaíso

21/04/2013

Finalizando a viagem e as postagens sobre o Chile, chegamos finalmente a Viña del Mar e a Valparaíso. Mas o nosso dia começou bem antes disso.

Como estava voltando de Pucón, cheguei em Santiago as 6h30 da manhã e fiquei esperando a estação do metrô abrir. Como era domingo, fiquei lá (com mais umas 20 pessoas) meia hora em pé e nada das portas se abrirem. Até que um guardinha apareceu e nos informou que só abriria as 8h, pois era domingo. Peguei então um táxi até o hostel. Chegando lá fiz novo checkin, pagando um pouco mais caro do que a diária fechada antecipadamente pela internet, mas pedi para ficar no mesmo quarto que a Fê, a Gabs e o Thi, meus companheiros de viagem.

Consegui cochilar cerca de 40 minutos até que eles acordaram e fomos nos arrumar para o café da manhã. Lá embaixo, as meninas contaram tudo o que fizeram em Santiago no dia anterior e encontramos dois rapazes que estavam no quarto que eles pegaram quando voltaram de Pucón. Durante o café, os meninos resolveram ir à Viña e Valparaíso com a gente, então fomos nos arrumar e seguir para a rodoviária. Antes de sair, nos despedimos do Thiago, que iria para a Argentina naquele mesmo dia.

Fomos de metrô até a Estação Central, que fica dentro de um shopping popular, mas bem arrumadinho. Compramos as passagens pela Turbus (saiu cerca de CLP 15.000 – R$ 75,00, por pessoa, incluindo o guia nas duas cidades).

Como saímos muito tarde do hostel, e a viagem dira em média 1h30, chegamos em Viña quase 14h e de lá pegamos um carro que nos levaria para o ponto de encontro com outros grupos, para iniciarmos o city tour pelas cidades. Viña del Mar é considerada a capital turística do Chile, já que a cidade vive basicamente dessa economia e tudo é pensado para entreter seus visitantes. Belos prédios, avenidas espaçosas, passeios de charrete, cassinos, praias, vida noturna. O carro nos deixou em frente ao Casino Enjoy de Viña del Mar, que fica em uma avenida a beira mar, onde tivemos o primeiro contato com o Oceano Pacífico e podemos ver um pouco da arquitetura da cidade.

Quando todos os grupos chegaram até o ponto de encontro, pegamos o ônibus e fomos até outro ponto dessa avenida, para que, quem quisesse, pudesse molhar os pés no Pacífico. De lá, a excursão seguiu para o Museo Fonk, que é o museu arqueológico de Viña de Mar. Na entrada do Museu, temos contato com um autêntico moai rapa nui, trazido da Ilha de Páscoa para lá (poucos moais originais estão fora da ilha).

Seguimos por dentro de Viña até chegarmos à Quinta Vergara, que já foi o palácio de uma das famílias mais ricas da cidade e hoje é aberto ao público e é, também, o lugar onde acontece o festival de verão de Viña de Mar (lembra quando a Xuxa foi vaiada no Chile durante um show? Pois é, ela se apresentava lá no anfiteatro da Quinta Vergara, no festival do ano de 2000).

De lá, finalmente fomos almoçar. A excursão levou a todos para um restaurante de comida internacional, mas com forte na comida chilena, porém, como já era quase 17h, eu e as meninas fomos comer na Pizza Hut que fica perto de lá. Os rapazes do hostel que foram com a gente também foram comer lá, mas como a gente não se enturmou muito, eles ficaram em outra mesa.

A parada para o almoço foi de uma hora, e logo estávamos de novo no ônibus, indo para o Relógio de flores que foi feito para a edição da Copa do Mundo de Futebol de 1962, que aconteceu lá.

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Como o relógio fica na avenida que liga Viña à Valparaíso, logo estávamos mudando de cidade. Em menos de 5 minutos saímos da beleza de Viña e entramos na zona portuária de Valparaíso, que é a sede do Poder Legislativo da República do Chile (os outros poderes ficam em Santiago).

Sede do Poder Legislativo do Chile
Sede do Poder Legislativo do Chile

O visual da cidade me lembrou duas cidades brasileira, Olinda e Rio de Janeiro. Valparaíso é formada por 42 morros e colinas. De longe se vê o colorido da cidade, assim como os grandes conteiners. A cidade, de longe, não é bonita (na verdade, parece um grande favelão), mas ao andar por entre as pequenas ruas, vemos as peculiaridades e a beleza nos detalhes. Além disso, em Valpa se toma ascensores para ir a muitos lugares e a visão da cidade a partir de cada um deles é muito bonita.

Seguindo o passeio, passamos por uma das casas três casas do poeta Pablo Neruda, La Sebastiana, que estava fechada. (As outras casas dele, são em Santiago – chamada “La Chascona” – e na Isla Negra, onde o poeta está sepultado).

Descendo a pé pela mesma rua de La Sebastiana, chegamos a uma pracinha onde estão as estátuas de bronze de Neruda e de Gabriela Mistral, também poetisa de Valparaíso.

Saindo de lá, fomos ao Ascensor Artillería, um dos mais conhecidos e concorrido de Valpa, construído em 1912, que nos leva para um mirante muito bonito de onde podemos ver toda a baía da cidade (não lembro o valor ao certo, mas foi menos de CLP 1.000), e foi onde encerramos o nosso passeio.

De lá, o ônibus nos levou de até a rodoviária e pegamos o Turbus de volta à Santiago.

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Adiós, Pucón

20/04/2013

O último dia em Pucón acordou preguiçoso, mais lento e mais frio. Só levantei da cama ao meio dia e completamente sem coragem, mas a fome foi mais forte do que eu. Como Pucón é muito pequenininha, consegui andar a pé por toda cidade, já que nos outros dias não ficamos no centro dela.

Nessas caminhadas, passei pelo Casino Enjoy (calle Miguel Ansorena, 121), mas não me arrisquei a entrar e perder dinheiro.

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Segui até uma feira de artesanato que fica na praça principal de Pucón e, em linha reta, cheguei ao Lago Villarrica.

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Voltando do Lago, passei novamente pela praça e lá, enquanto tirava fotos, ganhei de um vendedor uma linda flor de madeira (pena que, durante minhas andanças, a flor caiu da minha bolsa e eu não vi =/).

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Pegando a Calle O’Higgins, passei em frente à prefeitura de Pucón, onde fica o sinal de alerta de atividades vulcânicas. Como contei no post da escalada, o vulcão Villarrica entrou em erupção pela última vez em 2008, então a cidade vive em constante preocupação, de olho no vulcão.

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Enquanto caminhava pela rua principal (O’Higgins), me senti em Gramado/RS. O estilo arquitetônico muito semelhante, o clima frio e o fato das duas cidades serem essencialmente turísticas me fizeram sentir mais próxima de casa.

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Outro momento em que me senti em casa foi quando cheguei ao cruzamento das ruas Brasil e Colo Colo (que além de ser um tipo de marsupial da América do Sul e um time de futebol chileno, é o nome de uma música da dupla sertaneja João Bosco e Vinícius, que me tinha sido apresentada por um primo).

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Perto de lá, ainda na calle Colo Colo, passei pelo Primo’s bar, que foi o destino final do dia anterior, depois do churrasco na casa dos guias do Villarica.

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A medida que ia caminhando, as peculiaridades foram aparecendo (como mini cataventos em uma calçada da calle O’Higgins) e a fome ia aumentando, então comecei a olhar para dentro dos restaurantes para ver onde havia mais pessoas almoçando (= comida boa, pra mim). Quando passei em frente ao Club 77 Restaurante (calle O’Higgins, 635), achei super bacana o visual, além de ter uma quantidade razoável de fregueses. Acabei pedindo salmão com batatas, pelo qual paguei CLP 8.000,00 (R$ 40,00).

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Depois de almoçar, saí a procura de lembrancinhas, já que eu tinha a missão de levar um chaveiro de llama para um amigo. Andei pelas ruas secundárias em busca de algo acessível ao bolso, até que cheguei em um galpão cheio de lojinhas de artesanato. Já agoniada com o frio que aumentava e com a falta de banheiros públicos, comprei apenas o chaveiro encomendado e um para mim (CLP 1.000,00 – R$ 5,00), que não foi de llama e sim de vulcão e rumei para casa.

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Mais sinais da influência inca apareciam e até uma réplica de um moai da Ilha de Páscoa apareceu pelo caminho.

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Com o frio que estava, me enfiei embaixo das cobertas, esperei os guias voltarem do vulcão para me despedir deles, arrumei minha bolsa de viagem e logo estava pegando o ônibus de volta a Santiago.

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Resumo do dia:

* Almoço: CLP 8.000,00 (R$ 40,00)

* Chaveiros:  CLP 1.000,00 (R$ 5,00)

Em Pucón, o desafio do Villarrica

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19/04/2013

Eram apenas 5 horas da manhã quando o despertador tocou e o frio ainda insistia em nos maltratar, mas o desafio de escalar o vulcão Villarrica já havia iniciado. Os guias do Backpackers iriam nos buscar no hostal às 6h30 e, como éramos quatro pessoas, precisávamos acordar cedo para tomar banho e nos organizarmos antes de ir pegar o rumo do vulcão. Depois de banhados, alimentados e todos os trecos arrumados, ficamos os aguardando, mas eles nunca chegavam. Quase uma hora depois, uma leve buzinada nos despertou do breve cochilo, mas quando saímos da cabana eles não estavam mais lá. Corremos em disparada até a agência e lá relatamos ao dono tudo o que havia acontecido. Enquanto vestíamos a roupa apropriada para a escalada e pegávamos nossas mochilas, o dono da agência chamou um táxi, que nos levou até a base do vulcão.

Crédito: Fenanda Aldrigues
Crédito: Fenanda Aldrigues

Descemos do carro e o guia que nos esperava lá embaixo nos arrumou para a primeira etapa: subir até a saída do teleférico, o que nos pouparia 1 hora de caminhada até encontrarmos o restante do grupo.

Crédito: Fernanda Aldrigues
Crédito: Fernanda Aldrigues

Pagamos CLP 7.000,00 (R$ 35,00) por esse percurso que, ao final de tudo, vi que foi um dinheiro bem pago. A subida leva em torno de 5 minutos.

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Ao nos encontrarmos com o grupo, outro guia, Eduard, passou todas as instruções para a escalada e nos mostrou os guias-assistentes que nos acompanhariam, caso alguém ficasse para trás. Nesse momento vi que o tal carinha bonitinho que estava na agência no dia anterior era um desses guias de apoio.

p117 18Partimos, então, para a escalada propriamente dita. Um primeiro grupo, mais experiente, saiu na frente e desapareceu vulcão acima. Nosso grupo saiu logo depois e começamos a sentir os primeiros impactos da subida. Nesse trecho, que dura cerca de 40 minutos, caminhamos pela sombra e o frio seguia ao nosso lado. Os lábios começaram a rachar, os dedos ficaram encricrilhados, os olhos ardiam, a boca ficou seca.

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Logo chegamos ao ponto de apoio (primeira parada) e o guia nos pediu para tirarmos todo o excesso de roupa (casacos, cachecóis, gorros, etc), pois iríamos seguir 2h sob o sol. Aproveitamos para comer chocolate e tomar um pouco de água. O descanso, de apenas 15 minutos, era tempo suficiente para recuperarmos o fôlego sem perder o ritmo.

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Voltamos para o nosso desafio. Os dois grupos saíram juntos e parece que o descanso revigorou a todos, menos a mim e a Gabi. A medida que íamos subindo, eu e Gabi ficávamos para trás. A falta de preparo físico, o nível de dificuldade, a altitude, o calor, a areia e a mochila pesada foram determinantes para que ficássemos para trás. Nico, o nosso guia-assistente-gato, ficou para trás para nos acompanhar e tentava nos motivar (?!) dizendo que, no topo, uma caipirinha nos esperava. Enquanto nós duas sofríamos para tentar alcançar o nosso próprio grupo, escorregando entre as pedras, engolindo poeira, com falta de ar, Nico subia o vulcão literalmente com uma das mãos nas costas.

Quando finalmente chegamos ao segundo ponto de parada, que fica a cerca de 10 metros de onde começa a parte do vulcão com neve, resolvemos não mais continuar a escalada. Nesse ponto, Nico nos informa que havíamos subido 2.250m dos 2.890m que o Villarrica possui. Para quem nem imaginava escalar um vulcão no Chile, ter chegado até essa altitude já foi uma vitória gigantesca.

Crédito: Fernanda Aldrigues
Crédito: Fernanda Aldrigues

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Enquanto o resto do grupo calçava os grilhões e empunhavam as picaretas para o restante da subida, os três que ficaram para trás (eu, Gabi e o Nico) curtiam a paisagem, comiam, tiravam muitas fotos e começavam uma nova amizade.

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Ficamos nesse ponto cerca de 1h30, para que nosso corpo se acostumasse com a altitude e estivéssemos prontas para o desafio da descida, que nesse caso não segue à máxima “para baixo, todo santo ajuda”. Nico nos ensinou o melhor jeito de descer e, assim, fomos vulcão abaixo. Cerca de 30 minutos da descida, escorreguei em uma pedra que achei estar firme e cai de joelho no chão. Nico veio até mim e me ajudou a verificar se havia alguma fratura ou luxação, mas por sorte não houve nada de mais grave. Porém, a medida que descíamos, sentia meu joelho doer cada vez mais.

Quando chegamos ao nosso ponto de partida, lá no descida do teleférico, foi o momento para relaxarmos. Enquanto Nico e Gabi ficavam perto das outras pessoas que já haviam escalado e retornavam para a base do vulcão (existem dois horários de saída de grupos para o vulcão, um às 4h30 e outro às 7h30 da manhã), procurei um lugar isolado para ficar sozinha e refletir sobre tudo o que estava acontecendo comigo. Embaixo da plataforma do teleférico tinha um banco e lá fiquei um bom tempo.

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Logo que algumas pessoas foram embora, Nico me procurou e foi sentar comigo. Conversamos um bom pedaço de tempo até que a Gabi se viu sozinha e foi atrás da gente. Quando percebemos que na plataforma só havíamos nós três, fomos para a parte de cima e ficamos mais um pouco. Aproveitei esse momento para descobrir o que realmente tinha acontecido com o meu joelho e vi que eu havia sido premiada com uma ferida no joelho esquerdo.

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Em seguida, Nico nos avisou que iríamos descer até a base do vulcão, para que pudéssemos colocar novamente a roupa de escalada. Aproveitei para tirar as últimas fotos daquele visual maravilhoso que estava à nossa frente.

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Nesse segundo trecho da descida, Nico e eu já estávamos mais próximos e o assunto “caipirinha” voltou à tona e fomos conversando o restante da descida. Enquanto descíamos, Nico me chamou para o churrasco que os guias fariam à noite, para reunir os aventureiros do dia, porém, como eu já estava com a #passagemnamao para retornar para a Santiago, não respondi nem que sim e nem que não. Quando chegamos à base do vulcão, o carro que nos levaria de volta a Pucón já estava lá, porém teríamos que esperar o restante do grupo que foi até o cume.

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Enquanto esperávamos, entramos no carro e ficamos os três conversando. Cerca de 1 hora depois, o restante do grupo começou a chegar e logo voltamos para a cidade. No caminho, Fernanda e Thiago foram nos contando todos os detalhes do trecho final da escalada, da emoção e da alegria de ter chegado na boca do Villarrica e nos mostraram as fotos que tiraram.

Crédito: Fernanda Aldrigues
Crédito: Fernanda Aldrigues
Crédito: Fernanda Aldrigues
Crédito: Fernanda Aldrigues

Quando chegamos ao Backpackers, entreguei o equipamento deles e fui para fora da agência. Nico me seguiu e fez novamente o convite para o churrasco de logo mais e acabou me convencendo a ficar em Pucón. Voltamos para onde havia deixado meus amigos e fiquei esperando os três terminarem de se “desarrumar” do vulcão para tiramos fotos com os guias que nos acompanharam, Aldo, Eduard e Nico.

Crédito: Fernanda Aldrigues
Crédito: Fernanda Aldrigues

De volta à cabana, deixei minhas coisas lá e fui trocar meu bilhete de volta e descansar, pois às 20h eu deveria encontrar o Nico e o pessoal para comprarmos as carnes para o churrasco, as bebidas e os ingredientes para a caipirinha, que acabou virando caipiroska. Arrumei minha bolsa de viagem, me despedi dos meus “velhos” amigos (que iam retornar para Santiago naquela mesma noite) e fui para o Backpackers encontrar os novos. Nico deixou minha bolsa na agência e fomos com Aldo, Sandra e Rom (os dois últimos, um casal de namorados franceses que estão em uma viagem de 1 ano ao redor do mundo e estavam no nosso grupo da escalada). Depois de tudo comprado, Nico se encarregou de preparar as carnes do churrasco, enquanto Aldo era o churrasqueiro oficial. Muita música e vinhos chilenos no rádio e na mesa, o papo fluía tranquilamente. Quando as carnes já estavam prontas, arregacei as mangas e fiz as tão solicitadas caipiroskas.

Credito: Sandra e Rom - theworldiscalling.fr
Crédito: Sandra e Rom – theworldiscalling.fr
Credito: Sandra e Rom - theworldiscalling.fr
Crédito: Sandra e Rom – theworldiscalling.fr
Credito: Sandra e Rom - theworldiscalling.fr
Crédito: Sandra e Rom – theworldiscalling.fr
Credito: Sandra e Rom - theworldiscalling.fr
Crédito: Sandra e Rom – theworldiscalling.fr
Credito: Sandra e Rom - theworldiscalling.fr
Crédito: Sandra e Rom – theworldiscalling.fr
Credito: Sandra e Rom - theworldiscalling.fr
Crédito: Sandra e Rom – theworldiscalling.fr

O churrasco seguiu seu rumo esperado (!!!!) e de lá fomos todos para o Primo’s Bar, que estava cheio de “cantores” de karaokê. Rimos, cantamos, brincamos, mas voltamos cedo para casa, pois estávamos cansados da longa aventura no Villarrica e Nico iria novamente subir o vulcão no dia seguinte.

Crédito: Sandra e Rom - theworldiscalling.fr
Crédito: Sandra e Rom – theworldiscalling.fr

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Resumo do dia:

* Teleférico do vulcão: CLP 7.000,00 (R$35,00)

* Troca da data da passagem: CLP 1.000,00 (R$5,00)

* Participação no churrasco: Não tem preço (:

Pucón, uma cidade à beira do vulcão

18/04/2013

Depois de quase 10h de viagem rumo ao sul do Chile, finalmente chegamos a Pucón, localizada a 780km de Santiago. Ainda na rodoviária, fomos abordados pela Jimena, uma (até então) simpática chilena, que nos oferecia hospedagem no hostal Alicia, que fica a meia quadra da rodoviária. Como não tínhamos fechado lugar para ficar, fomos ver como era. Na verdade, o que ela nos oferecia era um chalé de madeira bem aconchegante que, depois de negociarmos, ficou por CLP 65.000,00 (R$ 325,00) as duas diárias para os quatro. A Jimena também nos ofereceu city tour (por CLP 35.000,00 – R$ 175,00 – para os quatro), já que os pontos turísticos de Pucón ficam bem distantes um do outro e não daria tempo visitarmos tudo num dia só se fossemos por conta própria. Como não tomamos café, mal deixamos as malas na cabana, tomamos banho e “corremos” para o supermercado comprar comida suficiente para a nossa estadia em Pucón, já que no valor da cabana não estava incluso o café da manhã. Feitas as compras, voltamos para a cabana e o Alex, nosso “guia” já estava nos esperando. Pegamos rapidamente algo para comer no caminho e partimos.

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Nossa primeira parada foi numa ponte de onde dava para ver os vulcões que ficam na região de Pucón. Lembro que ele falou que tem uns 5 por lá, alguns já inativos, mas juro que não guardei o nome deles, pois o único que nos interessava era o Villarrica, de aproximadamente 2.850m de altura e ainda ativo (a última erupção dele foi em 2008).

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Continuamos nosso caminho até Los Ojos del Caburgua e Laguna Azul. O lugar parece um sítio, até que pegamos uma das duas trilhas do lugar. A primeira nos leva aos tais olhos e foi lá que percebemos a beleza do lugar. Caburgua é um rio que banha a região e, nesse ponto da cidade, despontam 3 minas de água supercristalina, com direito a uma pequena cachoeira. Uma placa de proibido banhar-se aparecia no meio das árvores, para que turistas entusiasmados não se atrevessem a mergulhar e/ou prejudicar a natureza.

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Tomar o caminho de volta dessa trilha e pegamos a que nos levou para a Laguna Azul. Eu, sinceramente, não esperava muita coisa, já que aqui no Ceará temos a Lagoa Azul em Jericoacoara e que não faz jus ao nome. Quando chegamos à lagoa, a perfeição da natureza ao nosso redor ultrapassa a nossa expectativa.

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Na volta da Laguna Azul, temos uma visão superbonita do vulcão e paramos uns minutinhos para fotos e tentar tampar a boca do bichão.

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Quando estávamos de saída para continuarmos o passeio, o Alex nos informou que deveríamos pagar CLP 2.000,00 (R$ 10,00) cada um pelo acesso as trilhas. Ficamos meio surpresos com a cobrança, pois não nos foi dito sobre essa taxa, mas pagamos de bom grado, já que o visual valia a pena ser visto. Nessa altura do passeio, o Alex já tinha sido apelidado de Papi, já que ele nos chamava o tempo todo de crianças.

Crédito: Fernanda Aldrigues
Alex “Papi” – Crédito da foto: Fernanda Aldrigues

Seguimos em direção ao Lago Caburgua, que fica na província de Cautín, a 23km de Pucón. O lago tem 53m² de área e lá é possível nadar, fazer picnic, fazer passeio de barco. Não preciso dizer que o lugar é lindo.

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O bacana é que lá é bem democrático. Pessoas, argentinos (#piadinha com nossos hermanitos) e animais convivem pacificamente (sem trocadilho com o oceano que banha o Chile) e apreciam a paisagem. Dois cães labradores, de rua, nos seguiram durante todo o tempo em que estivemos no lago. De tão mansos e amorosos, não resistimos a eles, que até apareciam no meio das nossas brincadeiras por lá.

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O passeio ainda não estava nem perto de acabar. O próximo destino eram Los Tres Saltos, localizado num parque que fica na estrada que leva às termas Los Pozones. Um pouco antes de chegar lá, passamos por uma casa onde os animais de estimação eram na menos que um casal de veados.

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O lugar também parece um sítio e lá, a medida que se sobe uma montanha, encontramos toda as quedas de uma cachoeira.

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A subida nessa montanha foi uma prévia do que seria a escalada do vulcão no dia seguinte. Foi aí que comecei a sentir que talvez eu não estivesse em forma física adequada para realizar tal façanha. Além do cansaço, da falta de ar e de termos subido sozinhos a trilha para ver o último salto, a descida, escorregadia para quem não estava com a roupa adequada como nós, foram emoções e escorregões à parte.

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Com o avançar da tarde e o tempo esfriando, continuamos nosso passeio até Los Pozones. A Gabi e a Fê, que levaram biquíni para o Chile, estavam animadas para ir relaxar nas águas termais comuns na região de Pucón. Acontece que, ao chegarmos à entrada de Los Pozones, as meninas desistiram do banho, então entramos apenas para ver como era. Do lugar onde ficamos as fotos não ficaram boas devido à distância (como não pagamos entrada, não podíamos descer até as piscinas térmicas naturais). Ficamos 4 minutos por lá e fomos embora.

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De volta à Pucón, para fechar o city tour, fomos até o Lago Villarrica, que fica no centro da cidade e é considerado a praia deles. A areia não é areis, mas sim pequenas pedrinhas pretas vulcânicas. Não arriscamos tomar banho, pois a água, na beira da praia, estava meio estranha. Vimos um casal deitado sobre as pedras pegando sol por lá.

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Aproveitamos que estávamos nos centro para procurar uma casa de câmbio para o Thiago trocar um dinheiro. Da rua onde paramos, o Villarrica estava lá, lindo e imponente olhando para nós.

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Voltamos para o hostal Alicia para descansar e tomar banho antes de sairmos novamente, pois as 20h tínhamos que estar na Backpackers, agência por onde iriamos subir o vulcão no dia seguinte.

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No horário marcado, fomos até lá. Conversamos com o gerente do lugar e ele nos falou tudo sobre a subida, o que nos esperava, as comidas que deveríamos levar para o vulcão (sanduíches, banana – ou outra fruta -, chocolate, barra de cereais e 2 litros de água), experimentar as roupas e fechar o pacote. Enquanto ele conversava com a gente, um dos guias entrou na sala e ficou observando a conversa (eu nem preciso dizer que, para que eu comentasse sobre ele é porque eu o achei tudo de bom, né!!!). Para cada um de nós, a escalada do Vulcão Villarrica saiu CLP 35.000,00 (R$ 175,00) e inclui toda a roupa apropriada (calça, blusão, botas, tocas), a mochila com os equipamentos (picareta, capacete, luvas, polainas, grilhões…), 2 guias nos acompanhando e o traslado de ida e volta ao vulcão.

Fechamos tudo, porém somente a Gabi experimentou as roupas (como ela era a menor dos 4, a roupa que cabia nela não tinha sido usada nesse mesmo dia e estava lavada e seca; as roupas do nosso tamanho tinham sido utilizadas e ainda estavam secando quando fomos até lá).

Enquanto a Gabi estava no Backpackers, saímos para resolver as pendências para o dia seguinte. Logo na porta de saída da agência, encontramos o Max, um lindo e simpático rough collie que pertence ao dono da agência.

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No caminho, paramos para comer um salgado e depois fomos comprar uma calça legging, pois fomos orientados a usar uma roupa confortável e quente por baixo da roupa de escalada, e depois ao supermercado comprar as comidas para o passeio do dia seguinte. Nos desencontramos da Gabi no caminho de volta e fomos direto para a nossa cabana. Chegando lá, ela já estava nos esperando. Foi nesse momento que percebemos que a simpatia toda da Jimena poderia ser fake, já que quando o Thiago foi pedir emprestada uma caixa de fósforo a ela (porque não sabíamos que ia ser necessário e o fogão não era elétrico), ela fez uma cara de quem super não tinha gostado do nosso pedido, mas depois viu que ele percebeu e novamente fez cara de boazinha (coisa de gente falsa, sabe). Enfim… Colocamos para assar uma pizza que compramos para nosso jantar e preparamos os lanches que tínhamos que levar para a subida do Villarrica.

Fomos dormir relativamente cedo – 23h -, pois os guias ficaram de nos buscar as 6h30 da manhã para a nossa aventura vulcânica. Buenas noches!!!

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Resumo do dia:

* Hostal Alicia: CLP 16.250,00 (R$ 81,25) por pessoa

* City tour: CLP 8.750,00 (R$ 43,75) por pessoa

* Compras no supermercado: manhã – CLP 5.841,00 (R$ 29,20) / noite – CLP 1.000,00 (R$ 5,00) por pessoa, em média.

* Entradas durante os passeios: CLP 4.000,00 (R$ 20,00)

* Calça legging: CLP 7.000,00 (R$ 35,00)

* Salgado: (não lembro o preço)

2º dia em Santiago

17/04/2013

O segundo dia em Santiago foi o mais calmo de todos os dias no Chile. Depois de passar uma noite muito mal dormida com medo de morrer esquartejada num quarto de albergue em Santiago (conto essa história no final desse post), acordei cedo e fui tomar café e conheci a Fernanda e a Gabriela, duas amigas do Espírito Santo, que também não sabiam o que fazer na 4a feira em Santiago. Contei a elas que a minha ideia era ir para o Valle Nevado (mesmo não tendo neve nessa época do ano). Elas toparam e me chamaram para ir à Pucón com elas. Eu nunca tinha ouvido falar dessa cidade, mas elas estavam super empolgadas e resolvi ir também, mas disse a elas que eu precisava ir ao outro hostel que reservei para o fim da viagem para adiar a minha entrada lá, já que iria para Pucón com elas. Aproveitei um tempinho antes de sairmos para tirar fotos da área comum do hostel aonde é servido o café da manhã e onde há um salão de jogos com sinuca e mesa de ping-pong, além dos 3 computadores de uso liberado para os hóspedes.

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Antes de irmos, fui comprar uma bolsa menor para levar apenas o necessário para Pucón, já que viajar de ônibus com uma mala média de rodinhas não ia facilitar o deslocamento. Quase ao lado do Che Lagarto tem uma loja de departamentos chamada Paris, que me lembrou o “El Corte Inglés” da Espanha. Voltei para o hostel e fiz o checkout, pois senão teria que pagar outra diária.

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Crédito: site Roteiro Útil

Juntaram-se a nós outros dois brasileiros que também estavam no albergue, a Vanessa e o Thiago. Fomos caminhando até o outro hostel, o Bellavista, trajeto que levou quase uma hora. Chegando lá, conseguimos alterar a data da reserva e fui conhecer o ambiente (bem melhor que o Che Lagarto, com menos brasileiros e ar mais internacional).

Pelo horário, vimos que não daria mais para irmos ao Valle Nevado. Resolvemos então “almoçar” no McDonalds no meio do caminho (pois já era quase 15h) e ir comprar as passagens para Pucón. Foi a primeira de muitas viagens de metrô (a rede de metrôs de Santiago é bem grande; dá para fazer muitos passeios por ela).

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Uma das saídas da estação Universidad de Santiago já nos leva para dentro do terminal rodoviário. Compramos nossas passagens pela Turbus, dando em torno de CLP 23.000,00 (R$ 115,00) por pessoa, ida e volta. Marcamos o ônibus das 23h45 para aproveitarmos o resto do dia em Santiago.

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Depois pegamos novamente o metrô e fomos para o Parque O’Higgins, que tem aproximadamente 770mil metros quadrados de extensão e abriga um pequeno lago, playground, quadras de tênis, piscinas, palco para espetáculos, pista de patinação no gelo (no inverno), clube hípico, restaurantes e lojas, além de uma aquário com diversas espécies de peixes e outros animais marinhos e um museu de insetos e conchas. Para se ter uma ideia do tamanho do parque, basta dizer que dentro dele há um parque de diversões (tipo Playcenter) chamado Fantasilandia, considerado o 5º maior da América Latina com 7,5 hectares. Pena que ele só funciona aos sábados, domingos e feriados.

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Ficamos por lá até 19h e voltamos para o albergue. Chegando lá, outros brasileiros que estavam hospedados nos chamaram para o jantar coletivo dos viajantes. Eles haviam comprado vários ingredientes e iriam dividir o valor por todos. Como não queríamos sair novamente, acabamos topando e ficamos por lá.

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Depois do jantar, terminamos de arrumar a bagagem que iríamos levar para Pucón e rumamos novamente para a rodoviária.

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Nosso ônibus saiu pontualmente. Ainda elétricos do dia inteiro na rua, ficamos conversando no começo da viagem, mas logo o cansaço bateu e a expectativa de subir o vulcão Villarrica (que fica em Pucón) foi mais forte, nos rendemos à Morfeu e fomos dormir.

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Resumo do dia:

* Compra na Loja Paris – Bolsa de viagem: CLP 12.000,00 (R$ 60,00)

* Mc Donalds: CLP 3.000,00 (R$ 15,00)

* Passagens para Pucón: CLP 23.000,00 (R$ 115,00)

*  4 Bilhetes de metrô: CLP 650,00 (R$ 3,25) em média por bilhete (em Santiago o metrô tem três tarifas, que varia de acordo com o horário para o qual você vai usar, variando entre CLP 600 e 700).

* Jantar no hostel: CLP 950,00 (R$ 4,75)

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Voltando para a história do começo do post, na noite de 3a para 4a, a Fernanda desesperadamente ficou batendo na porta do quarto para que a amiga dela, a Gabriela, abrisse a porta, pois a Fernanda não estava com a cópia dela da chave. Acontece que isso durou uns 30 minutos; ela batendo que nem uma doida na porta chamando pela Gabriela. Como eu não as conhecia ainda, fiquei morrendo de medo de ser alguma louca querendo fazer um estrago. Como a Gabriela não acordou nem por decreto papal argentino, tive eu que ir abrir a porta, senão não conseguiria dormir. Quando abri, ela tentou explicar bem rapidamente o que aconteceu, porém meu medo era tão grande que acabei indo direto para cama tentar voltar a dormir, mas aquela sensação de ser esquartejada no meio da noite mal me deixou pegar no sono outra vez.

City tour e Vinhos em Santiago/Chile

16/04/2013

Começando a série de postagens sobre a minha viagem para o Chile, onde fique uma semana, conto um pouquinho sobre a chegada em Santiago e o que fiz no meu primeiro dia na capital chilena.

As primeiras impressões da viagem não foram boas. O voo da TAM de Fortaleza para Guarulhos atrasou um pouco e durante a espera, já dentro do avião, me trocaram de poltrona para dar lugar a uma mãe com uma filha de colo (o assento do lado do meu estava desocupado). No voo foi servido um lanche bem meiaboca (um bolinho de baunilha com gosto bem artificial, 2 bolachas cream cracker e 1 polenguinho sabor cheddar). Lembro do tempo em que a TAM era melhor e servia uns sanduiches sucesso. Anyway… O melhor foi aproveitar a vista do céu e tirar um monte de fotos.

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De Guarulhos para Santiago, ainda pela TAM, a coisa melhorou um pouco, apesar de também ter tido atraso na saída. No jantar nos serviram massa e tomei vinho tinto.

Cheguei em Santiago as 2h da manhã. Procurei a empresa Transvip, que contratei desde o Brasil para fazer meu traslado até o hostel. Sai bem mais em conta do que pegar taxi ou fechar transfer de hotel ou de agência de turismo. Paguei CLP 5.500,00 (o equivalente a R$ 27,50), enquanto os outros me ofereciam o mesmo serviço a CLP 20.000,00 (R$ 100,00), para ir de van até o centro de Santiago.

As 2h40 cheguei ao albergue Che Lagarto. Primeira decepção: os armários dos quartos são muito pequenos; minha mala não coube nos que estavam disponíveis. No meu quarto só haviam 2 armários um pouco maior, mas já estavam ocupados. Tive que deixar minha mala ao lado da cama. Quando acordei, outra decepção. O quarto na verdade eram dois (a mesma entrada dava acesso a 2 quartos, um com 6 camas e um com 4 camas), só havia um banheiro com uma pia e uma ducha. Pela manhã, na hora da banho, foi um problema, pois tínhamos que esperar muito tempo até chegar nossa vez pro banho e algumas pessoas ainda furavam a “fila” que se organizava. O café da manhã também não foi dos melhores, mas dava pra tirar algumas coisas boas do que era servido.

Durante o café, o guia Manolo (da empresa Chile de A a P) chegou para me buscar pro city tour. Tive que engolir o cereal e levar a fatia de bolo enrolado em papel para ir comendo no caminho.  Subi pra pegar minha bolsa e rumei para conhecer Santiago junto com um casal de idosos superanimado e viajado.

O primeiro ponto foi o Palacio Cousino, que já foi a casa de uma das famílias mais ricas de Santiago, dona de minas de carvão e prata e de uma vinícola. Hoje em dia o palácio virou museu e os seus jardins são palcos de casamentos, festas de debutantes e eventos sociais.

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De lá, fomos até o Palacio de La Moneda, sede do governo do Chile. Por questão de minutos perdemos a troca da guarda, que acontece dia sim, dia não pela manhã.

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Seguimos um pouco mais e vimos:

a Câmara de Deputados, 

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a Catedral Metropolitana,

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o Correio Central

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e o Museu Histórico Nacional, que ficam muito próximos um do outro, tudo no centro da cidade. Quem quiser fazer esse passeio a pé dá pra ir tranquilo, pois tudo é realmente muito perto.

Saímos do centro e partimos em direção à Providencia, uma província tão grudada à Santiago que até parece um bairro da capital chilena. No caminho vimos o Mercado Central e fomos apreciando a visão da Cordilheira dos Andes, que está ali, ao alcance dos nossos olhos.

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Em Providencia, passamos em frente à Faculdade de Belas Artes, ao Museu da Moda e ao Patio Bellavista (um lugar cheio de barzinhos, lojinhas e restaurantes que bomba à noite). Subimos num morro onde está sendo construído um mega condomínio de mansões para uma vista panorâmica da cidade de Santiago (achei muito parecida com São Paulo, com aquela nuvem de fumaça cobrindo a cidade).

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Na volta, passamos por uma loja que vendia joias feitas com lapis lazuli, pedra muito comum no Chile, mas acabamos não comprando nada. Deixamos o casal no centro de Santiago e fomos almoçar.

Manolo me levou para almoçar num restaurante ao lado do Mercado Central chamado El Galeón, típico para turista (pequeno, preço médio e com ar condicionado). Pedi um salmão na chapa com verduras, arroz e milho e paguei em torno de CLP 8.000,00 (R$ 40,00). O almoço valeu o preço que paguei, pois o salmão estava muito gostoso. Lá eles oferecem para experimentar o Pisco Sauer, bebida típica peruana, mas também comum no Chile (achei o sabor muito parecido com o da nossa caipirinha). Depois de almoçar, fui dar uma volta pelo mercado e procurar umas lembrancinhas, mas achei as coisas muito caras (para se ter uma ideia, um chaveiro pequeno, em formato de llama, custa CLP 7.000,00 ou R$ 35,00!!!!).

À tarde fui para a Vinícola Undurraga com o guia Manolo, que me cobrou CLP 20.000,00 (R$ 100,00) por cada passeio que fiz com ele. Na Undurraga você ainda tem que pagar CLP 8.000,00 (R$ 40,00) para entrar, mas o passeio vale a pena. O guia que nos acompanhou era super divertido, piadista e tinha 29 anos de empresa, então saiba contar cada detalhe sobre a produção de vinhos. O passeio dura em torno de 2h e, no final, ainda tem a degustação de 4 vinhos da casa, sendo 2 tintos e 2 brancos. Como lembrança, ganhamos a taça que usamos na degustação.

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Os preços dos pacotes + entradas na Concha y Toro (maior vinícola do Chile) e da Undurraga são os mesmos. Optei por conhecer a Undurraga (ao invés da CyT) por alguns motivos. Primeiro, porque eu já estava na rua e queria aproveitar para fazer logo esses passeios com guia (que são bem mais caros do que se eu fosse fazer por conta própria). Também já havia lido em outros blogs de viagem que na Concha y Toro o tour é mais curto (já que não mostra tanto quanto na Undurraga), que havia um jardim muito bonito na Undurraga (que valia a pena ser visto – e é verdade!), que a degustação na CyT é de apenas 2 vinhos da casa e que a taça que ganhamos da Undurraga era mais bonita do que a da CyT.

Cheguei ao albergue por volta das 19h e fui descansar um pouco. Sai para comprar algo para comer e parei num supermercado na rua de trás do albergue. Comprei uma pizza e levei pra fazer no Che Lagarto, que disponibiliza uma cozinha completa para os hóspedes que querem preparar suas refeições por lá.

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Resumo do primeiro dia:
– City Tour (CLP 20.000)
– Almoço (CLP 8.000)
– Vinícola Undurraga (CLP 28.000)
– Compras no supermercado (CLP 2.400)

Constatação do dia: O Chile, em comparação a outros países, é muito caro!!!

Viajando para o Chile

ENERGIA SOLAR EN CHILECom apenas 156 km de largura e 4.300 km de comprimento, o Chile é um dos 2 países que não fazem fronteira com o Brasil (o outro é o Equador). Localizado entre a Cordilheira dos Andes e o Oceano Pacífico, o país possui clima variado ao longo de sua extensão (seco ao norte, mediterrâneo ao centro e frio ao sul). A capital, Santiago, localiza-se no centro do país, ao lado da famosa Cordilheira. É para esse cenário que viajo daqui a menos de 2 semanas! Continue Lendo “Viajando para o Chile”