Suíça deixando muitas saudades…

O terceiro dia em Luzern, na Suíça (clique aqui e veja o post anterior) começou não tão frio, mas como íamos subir o Monte Pilatus, precisávamos estar bem agasalhados. Fomos até a estação de trem para pegar o ônibus que vai até Kriens (explicando: ao lado da estação de trem ficam concentradas algumas saídas de ônibus de Luzern). Quando chegamos lá, fomos seguindo as placas de indicação do caminho até a estação de saída do teleférico para o Monte Pilatus; acontece que, ao chegarmos lá, o mesmo estava fechado (a funcionária tentou nos explicar, em inglês, algo como se ele não estivesse funcionando e nos orientou a voltar à Luzern e pegarmos, de lá o trem para Alpnachstad). Voltamos então para Luzern e pegamos, na estação central, o trem até Pilatus Bahn, onde pegar o bondinho que é o mais inclinado do mundo.

A visão que se tem da paisagem a partir do Pilatus é uma coisa impressionante; o Monte possui 2.128 metros e se localiza na região metropolitana de Luzern. No topo do Monte Pilatus há um hotel para quem tem uma boa quantia de dinheiro disponível. Como estava muito frio e não conseguíamos aproveitar do terraço do hotel, ficamos lá cerca de 40 minutos.

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Na volta, a descida era através do bondinho que a mulher tinha dito pra gente logo no começo que estava fechado. Voltamos para Luzern e fizemos mais compras para levarmos para o hotel. Nessas nossas muitas idas ao supermercado, encontramos lá uma cerveja deliciosa da Suíça, daquelas que você consegue beber quente tão gostosa que ela é, e ficamos no hotel para curtir a noite a dois.

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No quarto e último dia na cidade, nós não programamos muita coisa para fazer. Preferimos ficar tranquilos e fizemos caminhadas pela cidade. Novamente fomos para a orla do Lago dos 4 Cantões, que tem um calçadão muito grande e bonito. Sentamos e ficamos admirando um pouco a paisagem, depois fizemos uma caminha por uma área que ainda não havíamos ido de Luzern e encontramos algumas pessoas fazendo atividade física (correndo, fazendo treinamento funcional, andando de patins e skate).

Voltamos para o hotel depois de comprar mais algumas coisas para comermos e saímos à tarde novamente para comprar algumas lembrancinhas para os nossos familiares e amigos e, aproveitando que já que não iremos usar francos suíços, fomos até o banco para trocar os últimos dinheiros por Euro. À noite ficamos no hotel, já que na manhã seguinte iríamos embora e precisávamos arrumar nossas malas. Enquanto nos organizávamos, fizemos planos dos lugares a visitar em Madrid, já que na viagem de retorno ao Brasil iríamos ficar na cidade em torno de 7h esperando o voo e teríamos tempo para visitar alguns pontos do da capital do país que eu tanto amo.

Da Suíça, saímos levando muita saudade e vontade de ficar por lá. Tivemos as melhores impressões de todas as cidades por onde passamos, do povo educado, das belezas naturais. Já fazemos novos planos de voltar, dessa vez na primavera, para conhecermos o lado francês do país e, quem sabe, fazer parte do percurso de bicicleta.

Até breve, Suíça!

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Luzern: conheça e se apaixone

Chegamos em Luzern no domingo à tarde. De Zofingen (onde estávamos hospedados nos primeiros dias de nossa lua de mel) até lá, levamos cerca de 40 minutos de carro. As nossas expectativas para esta cidade eram as melhores possíveis, pois se até o piloto da TAM, que nos recebeu na cabine quando desembarcamos em Madrid, disse que era a cidade mais linda e romântica da Suíça, só podíamos esperar o melhor.

Deixamos nossas malas no hotel Ibis Styles, localizado a duas quadras do Lago dos 4 Cantões e fomos bater perna pela cidade. Como o Henrique, amigo meu marido, já havia trabalhado lá, ele nos guiou por alguns lugares. Próximo ao nosso hotel está a estátua do leão de Lucerna (Löwendenkmal), que simboliza os Guardas Suíços que foram massacrados em 1792, durante a Revolução Francesa, quando revolucionários invadiram o Palácio das Tulherias em Paris, na França. De lá, caminhamos em direção ao centro comercial de Luzern. Subimos até o alto de hotel, que tem um restaurante que funciona como balada à noite, para tentar tomarmos um café, mas o mesmo estava fechado. Do alto do telhado tirando algumas fotos da cidade e do Monte Pilatus. Como não conseguimos tomar o nosso cafezinho, fomos até um bar ao lado da estação de trem, bastante charmoso e com preços convidativos.

O nosso destino em seguida foi o KKL Luzern (Kunstmuseum Luzern / Museum of Art Lucerne) que também fica ao lado da estação de trem. De lá temos uma vista panorâmica de todas a cidade. Enquanto estávamos em Luzern, no KKL estava passando uma exibição especial do filme Indiana Jones, onde uma orquestra reproduzia ao vivo a trilha sonora do filme. Tiramos muitas fotos e de lá fomos para o parque da cidade, o que nos proporcionou uma bela caminhada às margens do Lado dos 4 Cantões, de mais ou menos uns 20 minutos, até chegarmos ao parque. No caminho, nós passamos por uma lona, que parecia de circo, só que funciona como um teatro móvel montado à beira do lago, onde tava tendo apresentação de artistas de stand-up comedy. Como já estava anoitecendo e o Henrique precisava voltar para Zofingen, retornamos para o hotel onde nos despedimos do nosso amigo. A partir daí, seguimos o resto da nossa lua de mel sozinhos.

Ao longo do nosso passeio, pudemos ver que Luzern preserva muito da sua história. Dentro da cidade, mesclando prédios mais modernos com construções da época medieval, vemos as muralhas da antiga cidade (Museggmauer), com um total de 870 metros, o Kapellbrücke (uma ponte de madeira, construída em 1365, que vem resistindo ao tempo e aos incêndios que a atingiram durante os séculos. Nessa ponte, existem muitas pinturas do início do século XVII), o Zytturm (torre do relógio, datado de 1535), entre outras construções.

À noite, saímos para dar uma volta pela cidade e vermos as opções de restaurantes. Num dos braços do rio Reuss, bem próximo ao Kapellbrücke, existem muitas opções de lugares para comer, no entanto, como toda cidade do interior, eles fecham cedo. Quando estávamos passeando, por volta das 21h, alguns restaurantes já não aceitavam novos clientes, pois as atividades se encerrariam as 21h30 ou, no máximo, às 22h. Optamos por comprar algumas coisas no supermercado próximo ao hotel.

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No nosso segundo dia em Luzern, acordamos cedo para aproveitarmos bem o café da manhã e saímos para bater perna. Próximo ao hotel , está a Igreja de St. Leodegar (Hofkirche St. Leodegar), que é a principal igreja renascentista da Suíça, localizada às margens do Lago.

De lá caminhamos pela orla do lago até a estação dos navios e compramos o bilhete para fazermos o passeio pelo lago, onde optamos pelo roteiro Luzern – Weggis – Vitznau – Beckenried – Brunnen – Flüelen. Pegamos o barco das 12h. O passeio que dura em torno de 2h e é muito bonito, frio (pois fomos do lado de fora do barco) e romântico, ideal para casais que, como nós, estávamos em Lua de Mel. Saindo do Lago, aproveitamos para comprar os bilhetes para a subida do Monte Pilatus (por CHF 83,20 cada), que seria feito no dia seguinte.

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Depois, continuamos nossa caminhada pela cidade. Nossa ideia era chegarmos até a muralha, numa caminhada que levou cerca de meia hora. Infelizmente, nós não conseguimos subir na torre do relógio que fica na Muralha, pois como já estava começando a ficar no período de chuva, eles fecham a torre, então só conseguimos admirar a vista lá de cima e tirar algumas fotos.

Voltamos para o hotel e tentamos nos organizar para sair cedo para jantar, porém mesmo saindo do hotel às 20h, ainda não conseguimos jantar, pois era dia de semana e os restaurantes estavam fechando ainda mais cedo. A nossa única opção para o jantar romântico que nós queríamos em nossa lua de mel acabou acontecendo no McDonald’s. Voltamos para o hotel para descansarmos para o passeio ao Pilatus, que ficará para a próxima postagem.

Até breve!

Interlaken: um encanto entre lagos na Suíça

No nosso terceiro dia na Suíça, o destino foi a linda Interlaken. Localizada entre dois lagos (Thun e Birenz), a cidade é um encanto aos pés do Jungfrau (a mais alta estação de trem da Europa). A viagem de Zofingen até lá, de carro, levou cerca de 1h30, mas valeu a pena. Interlaken é pequena, tendo apenas pouco mais de 5000 habitantes, porém, por se tratar de uma cidade turística, o fluxo de pessoas por lá é muito maior.

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Logo que chegamos, como estava muito fomos tomar um café no Hooters. De lá, fomos andar a pé pela cidade. Logo em frente ao restaurante, há uma praça com um gramado muito grande, onde várias vacas estavam pastando. Fomos até elas, que pareciam acostumadas aos muitos flashs dos turistas.

Andando mais um pouco, chegamos ao cassino Kursaal, fundado em 1858, que, após liberação do governo suíço, voltou a funcionar como cassino desde o ano de 2002. Na frente do cassino, tem um belíssimo jardim, que serve de cenário para fotos de book de noivos e debutantes (uma moça com visual árabe estava com uma equipe fotografando lá no dia que em estivemos em Interlaken).

Seguimos nossa caminhada e fomos até a Katholische Kirche Interlaken (igreja católica de Interlaken) e a Castle Church (Igreja do Castelo). As duas igrejas, uma católica e a outra protestante, convivem em perfeita harmonia, lado a lado.

De lá, fomos ver alguns souvenirs nas muitas lojinhas da cidade. Alguns preços são bem convidativos, mas para alguns itens é bom pesquisar bastante (existem muitas opções de relógio suíços – de marcas famosas até os bem simples -, canivetes suíços, chocolates, imãs etc. Antes de comprar, pesquisem bem, pois os preços podem variar bastante). Em uma das lojas, compramos um relógio de presente para minha mãe, pois o preço estava bem convidativo. Na mesma loja, nos deparamos com uma barra de 4,5kg de Toblerone, mas o preço (cerca de CHF 129,00) não nos atraiu.

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Interlaken é uma cidade que permite aos visitantes de mais de um dia muitas atividades ao ar livre. Existem algumas empresas de saltos de parapente, de trilhas, de excursão até o Jungfrau, de arvorismo etc. Quem tiver tempo, disposição e uma bela grana sobrando, pode se aventurar pela cidade e região. Como ficamos por lá apenas uma tarde e ainda tínhamos mais 5 dias de Suíça pela frente, optamos por não fazermos o passeio do Jungfrau, que fez parte dos nossos planos quando buscamos o que fazer na Suíça. Porém, como o valor é bastante salgado (cerca de CHF 200,00 por pessoa), deixamos essa aventura para a nossa próxima ida a Suíça.

Voltamos para a Zofingen no começo da noite. No dia seguinte, deixaríamos a casa do nosso amigo e nos alojaríamos em Luzern, onde ficaríamos o restante da viagem, e que será o tema dos próximos posts sobre a Suíça.

Até breve!

Visita à Basel, na Suíça

O dia na Suíça mais uma vez começou o frio. Pela manhã, ficamos em casa, saindo apenas ao supermercado para fazermos compras para o almoço. O cardápio do dia seria o famoso prato Raclette, típico da Suíça, que é feito a partir do queijo raclete derretido e raspado sobre batatas cozidas, salsichas, bacon e outros ingredientes que preferir.

Após o almoço, nosso destino foi a cidade de Basel (ou Basiléia), 3ª maior cidade da país, localizada mais ao norte da Suíça, na fronteira com Alemanha. De carro, levamos cerca de 40 minutos de Zofingen até lá. Basel é um pólo financeiro e cultural, muito parecida com São Paulo. Lá, as pessoas vão basicamente para trabalhar; no centro da cidade, os prédios são mais frios e o modernos. Apesar disso, passando pelas ruas você facilmente consegue ver um castelo antigo, ainda preservado.

Andamos um pouco pela cidade, fomos até a estação central de trem, tomamos um café num restaurante ao lado e seguimos para o monumento da tríplice fronteira, localizada na região do cais. Lá, há um marco no encontro dos rios que seguem para a França, para Alemanha e para a Suíça.

De Basel não vimos muito, e de lá seguimos até a cidade de Rhein, na Alemanha, onde fomos até alguns outlets na esperança de encontrarmos algumas roupas mais baratas para comprar. Depois de muita procura, só quem ganhou foi meu marido, pois encontramos uma loja de calçados com preços bem acessíveis, onde compramos para ele uma bota do estilo Timberland. Ficamos na cidade até às 20h mais ou menos e voltamos para Zofingen, já que o nosso destino no dia seguinte (Interlaken) fica um pouco mais distante e levaria mais tempo de viagem para chegar até lá.

Até breve!

Suíça: o lugar perfeito para uma lua de mel

Começamos a planejar nossa viagem em Julho de 2015. A Suíça foi o destino escolhido entre tantas opções pensadas (Peru, República Dominicana, Porto de Galinhas, Fernando de Noronha…). Apesar da moeda local (Franco Suíço) ser mais cara que o Euro (o CHF estava cotado, em Fortaleza, a R$ 4,55), economizamos na hospedagem, pois o Daniel (meu marido) tem um amigo morando há 5 anos lá, então nos quatro primeiros dias da viagem ficamos na casa dele (em Zofingen), que fica a menos de 100 quilômetros da capital Berna e que serviria de base para os nossos passeios a outras cidades. Além disso não havíamos planejado muito o que fazer na Suíça. Não tínhamos expectativa dos lugares que iríamos visitar, meio que deixamos as coisas irem acontecendo. Nossa única preparação de julho até a nossa viagem era juntarmos dinheiro para fazermos a maior quantidade de passeios possíveis e pagar a hospedagem no hotel na cidade de Luzern, onde ficamos os últimos dias da viagem. A programação dos nossos dias por lá ficou meio a cargo do amigo do Henrique.

Chegamos em Zurich dia 11/11 à noite e de lá fomos direto para a casa do Henrique, em Zofingen, e ficamos em casa organizando o nosso destino no dia seguinte. Pela manhã, fomos conhecer a cidade e já sentimos um pouco o clima da Suíça.

Zofingen é uma cidade pequena, mas muito bonita e aconchegante. O clima medieval domina por toda parte. Quando chegamos, havia uma feira de rua com roupas, comidas, músicos e tudo mais que você possa imaginar. Uma recepção e tanto.

Voltamos para casa do nosso amigo e, após o almoço, fomos para Bern, a capital da Suíça e patrimônio da Unesco. A viagem de carro durou cerca de 40 minutos. Bern (ou Berna) é a cidade natal de Albert Einstein e também onde foi o Toblerone. Nossa primeira passagem foi pelo Rosengarten, um jardim muito bonito com vista panorâmica para a cidade e para o Rio Aaar.

Fazendo uma pequena caminhada, a nossa expectativa era que pudéssemos ver os ursos, que são os animais símbolos do cantão Bern, e que ficam no Bärenpark (uma área para visitação especialmente criada para eles). Porém, na época em que fomos (Novembro) os ursos estavam hibernando e só conseguimos vemos pelas câmera instaladas dentro das grutas deles.

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De lá, seguimos até o Zytglogge, relógio do tempo de Berna, que foi inaugurado em 1405 e que, quatro minutos antes da batida de cada hora, figuras do relógio (ursos, galos, bobos da cortes etc) que ficam na parte leste da torre se movimentam. Na sua inauguração, foi dada por apenas uma badalada pelo homem e até hoje o relógio continua nesse processo, sem precisar de qualquer outro estímulo para funcionar.

Seguimos mais um pouco pelas ruas da cidade, vimos a diversidade e a cultura da cidade (enquanto andávamos, vimos pessoas na rua jogando xadrez com peças enormes) e podemos assistir, ao anoitecer, um espetáculo muito bonito no prédio da Prefeitura de Bern. Estavam programados para acontecer no período de Natal um show de luzes e sons, projetado no edifício, contando um pouco da história da Suíça e nós tivemos o privilégio de assistir a esse espetáculo, que durou cerca de uma hora.

Como não havia muito texto falado, a gente pode compreender tranquilamente o que estava sendo contado através das músicas e das imagens que eram projetadas. Após o espetáculo, retornamos para Zofingen e combinamos que no dia seguinte iríamos até Basel, o destino da nossa próxima postagem.

Até breve!