Teve bagagem extraviada? Veja só essas dicas

Quem nunca teve uma mala perdida chegando ou voltando de viagem levanta a mão! Se você não levantou, você sabe bem o transtorno que é aguardar pela mala, sem saber se ela vai chegar ou não. Eu passei por isso voltando da França, em 2008. Na época, eu cheguei em Fortaleza-CE e minha mala foi parar em Natal-RN, mas a TAM resolveu super rápido a questão e mala chegou na minha casa no fim do dia.

Se você já passou ou está passando por isso, veja abaixo algumas dicas:

“Bagagem extraviada: como ser reembolsado”

Mais de 21 milhões de malas são perdidas em viagens aéreas a cada ano. Saiba como agir se isso acontecer

Os dados da Sita – empresa especializada em serviços da indústria da aviação – mostram que nos últimos dez anos o número de bagagem perdidas durante os voos caiu pela metade. Ainda assim, o levantamento mais recente aponta 21,6 milhões de casos registrados em todo o mundo. Mas, e se fosse com você?

No Brasil, todo passageiro que despacha sua mala no aeroporto, rodoviária e terminal marítimo tem direito à indenização caso aconteça extravio ou dano da bagagem. É o que determina a lei, alerta o advogado Fabrício Posocco.

Especialista em direito do consumidor, ele explica que a primeira coisa a se feita para evitar mais dor de cabeça é guardar o comprovante dado pela empresa de transporte. “Este documento é importante para provar que a mala foi transportada”, indica.

Caso o passageiro perceba que sua mala foi extraviada ou algo de dentro dela foi furtado, deve informar imediatamente à empresa aérea, de ônibus ou marítima. “Para isso, é preciso ir até ao balcão de atendimento da companhia na área do desembarque. Comunique o fato por escrito e guarde uma cópia”, ensina o advogado.

Nos casos de avaria ou violação da mala durante uma viagem aérea, o passageiro tem até sete dias após o recebimento da bagagem para comunicar por escrito à prestadora de serviço em questão.

O especialista enfatiza que também é preciso ir a uma delegacia mais próxima – os aeroportos costumam ter uma unidade policial para atendimento ao público – para fazer o boletim de ocorrência.

“O B.O. Serve como prova quando a empresa não reembolsa o passageiro, que recorre ao Judiciário em ações de danos materiais e morais”, diz Posocco. Há prazos definidos para que o consumidor receba um retorno.

Avião

Em viagens aéreas, após o aviso da ocorrência, a empresa tem até sete dias para encontrar e devolver a bagagem em voos domésticos, e até 21 dias em voos internacionais. Se não for restituída nesses prazos, a companhia deve indenizar o passageiro em até sete dias.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), as regras contratuais aceitas no momento da compra da passagem estabelecem a forma e os limites diários do ressarcimento. “Quando o passageiro está fora do seu domicílio, a empresa deve ainda reembolsar as suas despesas em até sete dias contados da apresentação dos comprovantes de compras com produtos de higiene e vestuário”, exemplifica Posocco.

Se a mala for danificada de alguma forma, a companhia deve consertar ou substituir a bagagem em até sete dias a partir do protesto. Da mesma forma, deve indenizar a violação em igual período.

Ônibus

As empresas interestaduais têm até 30 dias para efetuar o pagamento de indenização por dano ou extravio de bagagem, após a reclamação registrada pelo passageiro. É o que determinam as normas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Navio

Em transportes aquaviários não há regras específicas, com prazos e sanções para extravios ou danos à bagagem. Por se tratar de uma relação de consumo, os fornecedores (agência de viagem e transportador) são obrigados à reparação do dano, independentemente de quaisquer eventuais cláusulas excludentes de responsabilidade ou ausência de contratação de seguro.

“Em todos os casos, se houver recusa à indenização integral, muita demora na resposta ou transferência de culpa do ocorrido a terceiro, o passageiro pode recorrer aos órgãos de defesa do consumidor ou ao Judiciário”, orienta Fabrício Posocco.

 

Matéria e foto publicados no site do jornal Diário do Nordeste

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Que tal voar em um avião da FAB?

Uma curiosidade que poucos sabem:
Muitas pessoas acreditam que apenas autoridades podem voar nos aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). Porém, quem tem interesse, é simples: basta se inscrever no Correio Aéreo Nacional (CAN) de sua cidade.

O serviço é ofertado para o passageiro que pretende pegar uma “carona” em voos de transporte previamente programados pelo Correio Aéreo Nacional (CAN) e está condicionada à disponibilidade de vagas e de aeronave com destino ao lugar para onde quer viajar. E o melhor: é gratuito! Um detalhe importante: a viagem poderá ser feita apenas em âmbito nacional.

Para mais informações, seguem os contatos de cada região do país:

Norte:

Belém/PA – (91) 3182-9327
Boa Vista/RR – (95) 4009-1036
Manaus/AM – (92) 2129-1729
Porto Velho/RO – (69) 3211-9722/ (69) 3211-9725

Nordeste:

Fortaleza/CE – (85) 3216-3195
Natal/RN – (84) 4008-7135 / 4008-7136
Recife/PE – (81) 2129-7057 / 2129-7652
Salvador/BA – (71) 3377-8225

Centro-Oeste:

Brasília/DF – (61) 3365-1002
Campo Grande/MS – (67) 3368-3126

Sudeste:

Belo Horizonte/MG – (31) 4009-5013/ (31) 4009-5165
Pirassununga/SP – (19) 3565-7025/ (19) 3565-7205
Rio de Janeiro/RJ – (21) 2138-4020/ (21) 2138-4205
São Paulo/SP – (11) 2465-2038/ (11) 2465-2039

Sul:

Canoas/RS – (51) 3462-5166
Florianópolis/SC – (48) 3229-5021
Santa Maria/RS – (55) 3220-3309

Como sobreviver a um acidente aéreo

Obviamente ninguém deseja passar por uma situação de risco durante uma viagem de avião, mas garanto que a maioria já pensou (assim como eu!) em como se safar de um susto desses. As orientações que as equipes de bordo nos passam já não são mais “assistidas” pelos viajantes frequentes, mas é sempre bom ler o cartão com instruções que ficam nos bolsões à frente das poltronas e dar um pouco de atenção àquele(a) moço(a) que está lá na frente com um cinto de segurança na mão. Além disso, conheça mais algumas dicas, tiradas do portal Terra:

“Acidente aéreo: site lista dicas para aumentar chances de sobreviver”
Roupas confortáveis, calçados e poltrona influenciam na hora de lidar com uma situação de emergência, segundo o Condé Nast Traveler

O acidente que ocorreu no dia 6 de julho de 2013, no aeroporto de São Francisco, com o avião da Asiana Airlines mostrou a importância da evacuação rápida em caso emergência. Para alertar os futuros passageiros, o site Condé Nast Traveler selecionou dez dicas simples que podem ajudar a sobreviver a um eventual acidente.

Orientações
Por mais que você tenha viajado muitas vezes, sempre preste atenção às orientações dadas pelos comissários de bordo e leia com cuidado o cartão com as instruções de segurança. Afinal, refrescar sua memória sempre é uma boa quando o assunto é salvar a sua vida.

Saída de emergência
Conte o número de fileiras entre a sua poltrona e a saída de emergência mais próxima. Assim, em caso de evacuação, você saberá imediatamente qual é o melhor lado para sair.

Fumaça
Se houver fumaça, mantenha sua cabeça baixa ou, se preciso, rasteje e cubra boca e o nariz com alguma peça de roupa.

Meia-calça
Para as mulheres, é melhor evitar usar meia-calça para viajar. Além de oferecer perigo em caso de incêndio, a peça pode causar queimaduras por causa da fricção ao escorregar pelo escorregador de emergência.

Posição de segurança
Não tenha vergonha de assumir a posição de segurança indicada no cartão assim que você se sentir em perigo. Este tipo de posição foi criada especialmente para salvar vidas.

Pertences
Numa situação de evacuação, deixe todos seus pertences para trás: quando a sua vida está em perigo, não se deve gastar sequer um segundo para salvar passaporte, celular ou tablet.

Materiais sintéticos
Evite usar roupas de materiais sintéticos (mais inflamáveis) para voar. Prefira materiais como algodão, jeans ou couro, que oferecem maior proteção em caso de incêndio.

Roupas
Use roupas confortáveis que permitam mais facilidade na hora de se mover. Opte por tênis, calça jeans e moletom em invés de minissaia e salto alto.

Calçados
Use calçados baixos e confortáveis, evitando sandálias e calçados abertos que não oferecem proteção contra o fogo. Se for viajar de salto, pense em tirá-los em caso de evacuação para se mover mais rápido e não rasgar o escorregador de emergência da saída de emergência.

Escorregador de emergência
Na hora de descer do escorregador de emergência, pule com os pés para frente no centro da rampa e mantenha os braços dobrados e as pernas juntas. Não tente sentar e escorregar, já que isto retarda o processo para você e para os outros passageiros.