Um dia em Viña del Mar e Valparaíso

21/04/2013

Finalizando a viagem e as postagens sobre o Chile, chegamos finalmente a Viña del Mar e a Valparaíso. Mas o nosso dia começou bem antes disso.

Como estava voltando de Pucón, cheguei em Santiago as 6h30 da manhã e fiquei esperando a estação do metrô abrir. Como era domingo, fiquei lá (com mais umas 20 pessoas) meia hora em pé e nada das portas se abrirem. Até que um guardinha apareceu e nos informou que só abriria as 8h, pois era domingo. Peguei então um táxi até o hostel. Chegando lá fiz novo checkin, pagando um pouco mais caro do que a diária fechada antecipadamente pela internet, mas pedi para ficar no mesmo quarto que a Fê, a Gabs e o Thi, meus companheiros de viagem.

Consegui cochilar cerca de 40 minutos até que eles acordaram e fomos nos arrumar para o café da manhã. Lá embaixo, as meninas contaram tudo o que fizeram em Santiago no dia anterior e encontramos dois rapazes que estavam no quarto que eles pegaram quando voltaram de Pucón. Durante o café, os meninos resolveram ir à Viña e Valparaíso com a gente, então fomos nos arrumar e seguir para a rodoviária. Antes de sair, nos despedimos do Thiago, que iria para a Argentina naquele mesmo dia.

Fomos de metrô até a Estação Central, que fica dentro de um shopping popular, mas bem arrumadinho. Compramos as passagens pela Turbus (saiu cerca de CLP 15.000 – R$ 75,00, por pessoa, incluindo o guia nas duas cidades).

Como saímos muito tarde do hostel, e a viagem dira em média 1h30, chegamos em Viña quase 14h e de lá pegamos um carro que nos levaria para o ponto de encontro com outros grupos, para iniciarmos o city tour pelas cidades. Viña del Mar é considerada a capital turística do Chile, já que a cidade vive basicamente dessa economia e tudo é pensado para entreter seus visitantes. Belos prédios, avenidas espaçosas, passeios de charrete, cassinos, praias, vida noturna. O carro nos deixou em frente ao Casino Enjoy de Viña del Mar, que fica em uma avenida a beira mar, onde tivemos o primeiro contato com o Oceano Pacífico e podemos ver um pouco da arquitetura da cidade.

Quando todos os grupos chegaram até o ponto de encontro, pegamos o ônibus e fomos até outro ponto dessa avenida, para que, quem quisesse, pudesse molhar os pés no Pacífico. De lá, a excursão seguiu para o Museo Fonk, que é o museu arqueológico de Viña de Mar. Na entrada do Museu, temos contato com um autêntico moai rapa nui, trazido da Ilha de Páscoa para lá (poucos moais originais estão fora da ilha).

Seguimos por dentro de Viña até chegarmos à Quinta Vergara, que já foi o palácio de uma das famílias mais ricas da cidade e hoje é aberto ao público e é, também, o lugar onde acontece o festival de verão de Viña de Mar (lembra quando a Xuxa foi vaiada no Chile durante um show? Pois é, ela se apresentava lá no anfiteatro da Quinta Vergara, no festival do ano de 2000).

De lá, finalmente fomos almoçar. A excursão levou a todos para um restaurante de comida internacional, mas com forte na comida chilena, porém, como já era quase 17h, eu e as meninas fomos comer na Pizza Hut que fica perto de lá. Os rapazes do hostel que foram com a gente também foram comer lá, mas como a gente não se enturmou muito, eles ficaram em outra mesa.

A parada para o almoço foi de uma hora, e logo estávamos de novo no ônibus, indo para o Relógio de flores que foi feito para a edição da Copa do Mundo de Futebol de 1962, que aconteceu lá.

vina e val (16)

Como o relógio fica na avenida que liga Viña à Valparaíso, logo estávamos mudando de cidade. Em menos de 5 minutos saímos da beleza de Viña e entramos na zona portuária de Valparaíso, que é a sede do Poder Legislativo da República do Chile (os outros poderes ficam em Santiago).

Sede do Poder Legislativo do Chile
Sede do Poder Legislativo do Chile

O visual da cidade me lembrou duas cidades brasileira, Olinda e Rio de Janeiro. Valparaíso é formada por 42 morros e colinas. De longe se vê o colorido da cidade, assim como os grandes conteiners. A cidade, de longe, não é bonita (na verdade, parece um grande favelão), mas ao andar por entre as pequenas ruas, vemos as peculiaridades e a beleza nos detalhes. Além disso, em Valpa se toma ascensores para ir a muitos lugares e a visão da cidade a partir de cada um deles é muito bonita.

Seguindo o passeio, passamos por uma das casas três casas do poeta Pablo Neruda, La Sebastiana, que estava fechada. (As outras casas dele, são em Santiago – chamada “La Chascona” – e na Isla Negra, onde o poeta está sepultado).

Descendo a pé pela mesma rua de La Sebastiana, chegamos a uma pracinha onde estão as estátuas de bronze de Neruda e de Gabriela Mistral, também poetisa de Valparaíso.

Saindo de lá, fomos ao Ascensor Artillería, um dos mais conhecidos e concorrido de Valpa, construído em 1912, que nos leva para um mirante muito bonito de onde podemos ver toda a baía da cidade (não lembro o valor ao certo, mas foi menos de CLP 1.000), e foi onde encerramos o nosso passeio.

De lá, o ônibus nos levou de até a rodoviária e pegamos o Turbus de volta à Santiago.

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Adiós, Pucón

20/04/2013

O último dia em Pucón acordou preguiçoso, mais lento e mais frio. Só levantei da cama ao meio dia e completamente sem coragem, mas a fome foi mais forte do que eu. Como Pucón é muito pequenininha, consegui andar a pé por toda cidade, já que nos outros dias não ficamos no centro dela.

Nessas caminhadas, passei pelo Casino Enjoy (calle Miguel Ansorena, 121), mas não me arrisquei a entrar e perder dinheiro.

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Segui até uma feira de artesanato que fica na praça principal de Pucón e, em linha reta, cheguei ao Lago Villarrica.

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Voltando do Lago, passei novamente pela praça e lá, enquanto tirava fotos, ganhei de um vendedor uma linda flor de madeira (pena que, durante minhas andanças, a flor caiu da minha bolsa e eu não vi =/).

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Pegando a Calle O’Higgins, passei em frente à prefeitura de Pucón, onde fica o sinal de alerta de atividades vulcânicas. Como contei no post da escalada, o vulcão Villarrica entrou em erupção pela última vez em 2008, então a cidade vive em constante preocupação, de olho no vulcão.

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Enquanto caminhava pela rua principal (O’Higgins), me senti em Gramado/RS. O estilo arquitetônico muito semelhante, o clima frio e o fato das duas cidades serem essencialmente turísticas me fizeram sentir mais próxima de casa.

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Outro momento em que me senti em casa foi quando cheguei ao cruzamento das ruas Brasil e Colo Colo (que além de ser um tipo de marsupial da América do Sul e um time de futebol chileno, é o nome de uma música da dupla sertaneja João Bosco e Vinícius, que me tinha sido apresentada por um primo).

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Perto de lá, ainda na calle Colo Colo, passei pelo Primo’s bar, que foi o destino final do dia anterior, depois do churrasco na casa dos guias do Villarica.

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A medida que ia caminhando, as peculiaridades foram aparecendo (como mini cataventos em uma calçada da calle O’Higgins) e a fome ia aumentando, então comecei a olhar para dentro dos restaurantes para ver onde havia mais pessoas almoçando (= comida boa, pra mim). Quando passei em frente ao Club 77 Restaurante (calle O’Higgins, 635), achei super bacana o visual, além de ter uma quantidade razoável de fregueses. Acabei pedindo salmão com batatas, pelo qual paguei CLP 8.000,00 (R$ 40,00).

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Depois de almoçar, saí a procura de lembrancinhas, já que eu tinha a missão de levar um chaveiro de llama para um amigo. Andei pelas ruas secundárias em busca de algo acessível ao bolso, até que cheguei em um galpão cheio de lojinhas de artesanato. Já agoniada com o frio que aumentava e com a falta de banheiros públicos, comprei apenas o chaveiro encomendado e um para mim (CLP 1.000,00 – R$ 5,00), que não foi de llama e sim de vulcão e rumei para casa.

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Mais sinais da influência inca apareciam e até uma réplica de um moai da Ilha de Páscoa apareceu pelo caminho.

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Com o frio que estava, me enfiei embaixo das cobertas, esperei os guias voltarem do vulcão para me despedir deles, arrumei minha bolsa de viagem e logo estava pegando o ônibus de volta a Santiago.

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Resumo do dia:

* Almoço: CLP 8.000,00 (R$ 40,00)

* Chaveiros:  CLP 1.000,00 (R$ 5,00)